Transferência de delegado regional de Três Lagoas gera reação e pedido de reconsideração
A transferência do delegado regional de Três Lagoas, Ailton Pereira de Freitas, está provocando repercussão e manifestações em defesa de sua permanência no município.
Conforme divulgado pelo Perfil News, o delegado foi comunicado, por meio de ofício publicado no dia 19 de agosto, sobre sua transferência para exercer função na Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado. A determinação teria partido da direção-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, estabelecendo prazo de dez dias para o trânsito.
Ailton tem 58 anos, 37 anos de carreira e cerca de duas décadas de serviços prestados a Três Lagoas e à região de Água Clara, acumulando amplo conhecimento sobre a realidade da segurança pública regional.
A decisão gerou questionamentos principalmente pela experiência do delegado, sua proximidade com a aposentadoria e o vínculo construído ao longo dos anos com policiais e com a comunidade.
Representantes políticos de Três Lagoas também começaram a se manifestar sobre o assunto. Segundo o Perfil News, entre eles estão o presidente da Câmara Municipal, Antônio Empke Júnior, o Tonhão, e o prefeito Cassiano Maia.
O jornalista e diretor do Perfil News, Ricardo Ojeda, publicou um artigo defendendo que a decisão seja reconsiderada e afirmou que pretende procurar autoridades estaduais para tratar do assunto.
“Em time que está ganhando não se mexe”, destacou Ojeda ao defender a permanência do delegado.
Para o jornalista, a transferência merece explicações quanto aos critérios administrativos adotados, considerando a experiência acumulada pelo profissional e a importância estratégica de Três Lagoas para Mato Grosso do Sul.
A manifestação também ressalta que segurança pública não depende apenas de estrutura física e equipamentos, mas de fatores como experiência, liderança, conhecimento do território e confiança construída junto à comunidade.
Diante da repercussão, fica agora a expectativa sobre uma eventual manifestação da Polícia Civil e do Governo do Estado acerca dos motivos da transferência e sobre a possibilidade de reconsideração da medida.



