Secretária de Saúde Juliana Salim obriga enfermeiros a coordenar 2 unidades de saúde ao mesmo tempo e agora pode responder no Coren e Cofen como profissional da enfermagem
A saúde pública de Três Lagoas está em alerta máximo! A Secretária Municipal de Saúde, Juliana Salim, está no centro de uma grave denúncia que tem revoltado profissionais da enfermagem e especialistas da área. Segundo informações apuradas, a gestora estaria obrigando enfermeiros a coordenar duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ao mesmo tempo, dividindo a jornada entre os dois locais — um período em uma, outro período em outra. A prática, além de abusiva, pode ser eticamente inaceitável e tecnicamente irresponsável.
O caso ganhou repercussão após profissionais denunciarem a sobrecarga e o risco que esse acúmulo de funções representa para o serviço e para a população. A bomba agora caiu no colo da própria Juliana Salim: como enfermeira registrada, ela poderá responder processo ético-disciplinar no Conselho Regional de Enfermagem (Coren)e no Conselho Federal de Enfermagem ( Cofen).
"Se ela é enfermeira, também está sujeita às normas da profissão. E o que ela está impondo às colegas fere o Código de Ética e pode configurar infração disciplinar grave", disse uma fonte ligada ao Coren sob anonimato.
Sobrecarregando para economizar?
A estratégia adotada pela Secretaria de Saúde parece ter como objetivo enxugar custos e manter o mínimo de profissionais nas unidades. Mas a que preço? As enfermeiras estão sendo forçadas a se desdobrar em dois locais, muitas vezes distantes entre si, sem tempo hábil para coordenar adequadamente as equipes, supervisionar os atendimentos ou garantir a segurança dos pacientes.
“Não há ser humano que consiga coordenar duas unidades de forma eficaz. A enfermagem exige presença, gestão ativa, tomada de decisão, e principalmente, responsabilidade técnica”, desabafa uma profissional que preferiu não se identificar por medo de retaliações.
Coren pode abrir processo contra Juliana Salim
E a situação pode se agravar ainda mais. Por ser enfermeira registrada, Juliana Salim poderá ser denunciada e investigada pelo Coren, não como gestora, mas como profissional da enfermagem.
Segundo a Lei nº 7.498/86 e o Código de Ética da Enfermagem, é proibido ao profissional permitir ou compactuar com situações que coloquem em risco a qualidade da assistência ou a integridade dos trabalhadores. E ao impor esse tipo de jornada às suas colegas, a secretária estaria infringindo justamente essas diretrizes.
“Não é porque ela ocupa cargo político que está imune à ética profissional. Se é enfermeira, ela responde como qualquer outro”, explica um especialista em legislação da saúde.
Resoluções e pareceres já condenam essa prática
Diversos pareceres de Conselhos Regionais já alertam que não é recomendável um mesmo enfermeiro coordenar mais de uma unidade, justamente pelo risco de omissão, falhas assistenciais e precarização da gestão em saúde. A Resolução COFEN nº 782/2025 é clara: a responsabilidade técnica exige dedicação específica para cada unidade, com carga horária definida e registrada.
"Juliana Salim está, no mínimo, violando princípios da boa gestão e da ética profissional. O Coren pode — e deve — investigar", diz um representante da categoria.
População está em risco
Além da sobrecarga das enfermeiras, a população também sofre. A falta de coordenação efetiva pode resultar em falhas de atendimento, ausência de supervisão técnica, erros em medicação, desorganização de serviços e até negligência. Tudo isso sob a responsabilidade de uma profissional que deveria zelar pela saúde, mas que, segundo denúncias, está comprometendo o próprio sistema.
Profissionais se organizam para denunciar:
Fontes afirmam que já há movimentação entre as enfermeiras para formalizar uma denúncia no Coren contra Juliana Salim, que pode, inclusive, levar à abertura de processo disciplinar. A depender da gravidade e da comprovação dos fatos, a secretária poderá sofrer sanções que vão desde advertência até suspensão ou cassação do registro profissional.
? Se você é profissional da enfermagem e enfrenta situações semelhantes, procure o Coren do seu estado e denuncie! Ninguém é obrigado a aceitar sobrecarga ou trabalhar em condições que coloquem sua licença profissional em risco.
FONTE: JORNAL RAIO X



