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Araçatuba
Três Lagoas
Birigui
Gestante menor de idade denúncia atendimento por obstetra de alto risco na Clínica da Mulher de Três Lagoas

Gestante menor de idade denúncia atendimento por obstetra de alto risco na Clínica da Mulher de Três Lagoas

Exame forçado e humilhação: Gestante menor de idade denúncia atendimento por obstetra de alto risco na Clínica da Mulher

Uma denúncia registrada sob protocolo 202520000746536, escancara um episódio preocupante dentro da Clínica da Mulher, em Três Lagoas. O caso envolve uma gestante menor de idade, paciente de acompanhamento de alto risco, que relatou ter sido obrigada no dia 29 de julho , por um médico obstetra a se submeter a um exame de toque vaginal sem estar em trabalho de parto.

Segundo o relato, além da coerção para a realização do exame, o procedimento ocorreu na presença de acadêmicos de medicina, sem o devido respeito ao direito de privacidade, à dignidade e à autonomia da paciente. A gestante afirma ainda que o profissional foi extremamente grosseiro durante o atendimento, agravando a violência sofrida.

Esse episódio traz à tona questões éticas e legais graves. O Ministério da Saúde e a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já estabeleceram que o toque vaginal não deve ser feito de forma desnecessária e jamais pode ocorrer sem consentimento da paciente. A situação se agrava ainda mais pelo fato de se tratar de uma adolescente, o que exige cuidados redobrados e atendimento humanizado, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A denúncia registrada na Ouvidoria do SUS é mais um retrato das dificuldades enfrentadas por mulheres no sistema público de saúde de Três Lagoas, especialmente em casos que envolvem violência obstétrica. A prática relatada não apenas fere princípios médicos básicos, mas também pode configurar violação de direitos humanos.

Enquanto a prefeitura e a Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Juliana Salim, permanecem em silêncio sobre o caso, cresce a cobrança da sociedade por uma apuração rigorosa e a responsabilização do médico envolvido. Não é admissível que em pleno 2025 gestantes, ainda mais menores de idade, sejam submetidas a esse tipo de tratamento desumano e constrangedor em uma unidade pública de saúde.

A saúde pública tem a obrigação de acolher e proteger, nunca de intimidar e violentar. O episódio expõe mais uma vez a fragilidade da rede municipal de saúde e reforça a urgência de políticas sérias contra a violência obstétrica, com fiscalização, punição aos responsáveis e capacitação das equipes de atendimento.

O caso segue sob investigação, e a sociedade espera que desta vez não haja silêncio, mas sim respeito, justiça e responsabilização.
 

 

FONTE: JORNAL RAIO X