Promotoria instaura inquérito para apurar ato de improbidade em campanhas de Alckmin

Promotoria instaura inquérito para apurar ato de improbidade em campanhas de Alckmin

Promotoria instaura inquérito para apurar ato de improbidade em campanhas de Alckmin


Recursos teriam sido repassados pela Odebrecht


A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital instaurou, nesta sexta-feira (20/4), inquérito civil para apurar eventual prática de atos de improbidade administrativa caracterizados pelo pagamento de vantagem indevida ao ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, com participação de Adhemar César Ribeiro (cunhado de Alckmin) e de Marcos Antônio Monteiro (ex-diretor da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo).

Na portaria de instauração, os promotores de Justiça Otávio Garcia, Marcelo Milani e Nelson Andrade consideram que o ex-governador vinha sendo investigado em inquérito que tramitava no Superior Tribunal de Justiça por suposto recebimento, via "caixa 2", de R$ 2 milhões para a campanha eleitoral de 2010 e de R$ 8,3 milhões para a campanha de 2014. Os recursos teriam sido repassados pelo Grupo Norberto Odebrecht.

Os promotores destacam ainda que as informações foram prestadas pelos ex-funcionários da empresa e que a Lei nº 8.429/92 estabelece como ato de improbidade administrativa, importando enriquecimento ilícito, a obtenção de qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade na esfera pública. Ainda segundo a portaria, condutas que violem os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições também são enquadrados como atos de improbidade administrativa.

Entre outras providências, os membros do MPSP determinaram a expedição de ofício ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo solicitando o compartilhamento de provas existentes no procedimento que tramitava junto ao STJ e trata dos mesmos fatos.


Núcleo de Comunicação Social