ÔNIBUS DE EXCURSÃO DE DRACENA É ASSALTADO POR GRUPO ARMADO DURANTE RETORNO DO PARAGUAI NA MADRUGADA DE DOMINGO.
Passageiros de várias cidades da região estavam no veículo, que retornava de uma excursão às Cataratas do Iguaçu e ao Paraguai. Criminosos levaram celulares, dinheiro, joias e mercadorias compradas pelos passageiros.
Um ônibus de excursão que havia saído de Dracena e retornava de uma viagem às Cataratas do Iguaçu e ao Paraguai foi alvo de um assalto à mão armada na madrugada deste domingo (30).
Segundo relatos dos passageiros, o crime aconteceu por volta de 1h40 da manhã, nas proximidades de Santo Inácio, no Paraná, após o ônibus passar pelas regiões de Nossa Senhora das Graças e Miraselva.
De acordo com as vítimas, aproximadamente seis a sete homens, utilizando pelo menos uma Fiat Toro e outro veículo, interceptaram o ônibus. Os criminosos estariam armados e teriam utilizado uma arma com mira laser para intimidar o motorista.
Ainda conforme o relato, o motorista tentou não parar o veículo e jogou o ônibus para o acostamento. Nesse momento, os criminosos efetuaram um disparo que atingiu a região da placa do ônibus. Diante da situação, o condutor acabou parando.
Os assaltantes entraram no ônibus e passaram a circular entre os passageiros, determinando que as cortinas fossem fechadas e perguntando quem seriam os chamados “laranjas” e onde estariam os aparelhos eletrônicos.
Alguns passageiros explicaram que não eram “laranjas” e que haviam viajado para conhecer as Cataratas, enquanto outros informaram que suas compras estavam guardadas no bagageiro.
Durante a ação, os criminosos recolheram celulares, dinheiro e alianças, sempre mantendo os passageiros sob ameaça. Segundo testemunhas, eles também insistiram em procurar aparelhos eletrônicos dentro do ônibus.
Em determinado momento, chegaram a retirar uma grade do sistema de ar-condicionado localizada no centro do veículo, aparentemente procurando mercadorias ou objetos escondidos.
Na sequência, os assaltantes teriam conduzido o ônibus para uma área próxima a um canavial. Conforme o relato das vítimas, os criminosos conversavam entre si e teriam dito: “Piá chegou na quebrada”.
Já próximo ao canavial, os passageiros foram obrigados a entregar os pertences e as mercadorias adquiridas no Paraguai, que estavam no bagageiro. O grupo também continuou procurando celulares.
Segundo os passageiros, algumas pessoas foram agredidas durante o assalto. Uma passageira teria levado um tapa e um passageiro recebeu um chute. Apesar das agressões, a maioria dos passageiros relata que os criminosos não chegou a agredi-los fisicamente, mas todos permaneceram sob forte intimidação, com ordens para colocar as mãos sobre a cabeça e não olhar para trás.
Entre os passageiros havia crianças. Em determinado momento, uma mãe teria pedido aos criminosos para deixar pelo menos uma pequena motocicleta que estava entre os pertences. Um dos assaltantes respondeu que a decisão não dependia somente dele.
Após recolherem os objetos, os criminosos deixaram o local utilizando os dois veículos. Antes de sair, ainda teriam afirmado que o motorista saberia onde estavam os celulares.
Depois que os assaltantes deixaram o local, os passageiros conseguiram localizar parte dos celulares, que haviam sido colocados em um saco próximo ao canavial. Dois celulares pertencentes aos motoristas também foram encontrados nas proximidades da pista.
A Polícia foi acionada e, segundo os passageiros, chegou ao local aproximadamente 20 minutos após o assalto. Foi registrado um boletim de ocorrência coletivo, reunindo os relatos das vítimas.
A excursão reunia passageiros de diferentes cidades da região, entre elas Dracena, Tupi Paulista, Panorama, Paulicéia, Presidente Epitácio e Presidente Venceslau.
As vítimas agora aguardam as investigações para tentar identificar e localizar os responsáveis pelo crime. O grupo também deverá levantar os prejuízos individuais causados pelo roubo das mercadorias, celulares, dinheiro e outros pertences.
As informações apresentadas nesta reportagem são baseadas nos relatos dos passageiros e no boletim registrado após o ocorrido. A investigação policial deverá apurar as circunstâncias do assalto e identificar os autores.



