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O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) veio ao Paraná neste sábado (5) para visitar o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, que está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
” Se estivesse em vigor a lei da dosimetria, já era para Filipe Martins estar em casa. Então o Brasil vive tempos muito ruins, muito difíceis e mais uma vez, a gente precisa proteger a instituição que é Supremo Tribunal Federal. Esse vai ser o meu papel como presidente da República, resgatar a credibilidade das instituições e não ficar protegendo pessoas, porque hoje o Alexandre Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal“, disse Flavio Bolsonaro na saída do presídio.
O candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), e o candidato ao Senado, Filipe Barros (PL), também estiveram no presídio. “Filipe Martins foi condenado injustamente por envolvimento naquele suposto golpe do 8 de janeiro. Essas pessoas foram punidas em excesso. Nós aprovamos uma lei no Congresso para a redução das penas e, inexplicavelmente, essa lei não tem sido aplicada, sem qualquer esclarecimento sobre a motivação”, disse Moro.
“Eu já me manifestei, inclusive, a favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, diante de todas essas novas revelações que surgiram nesta semana sobre a relação dele com Daniel Vorcaro. Além disso, houve essa tentativa espúria de incluir o ministro André Mendonça no caso. Estamos vendo uma crise sem precedentes, precisamos restaurar a justiça no país”, afirmou ainda Moro.
Relembre a história de Filipe Martins
Filipe Martins foi assessor especial para Assuntos Internacionais no governo de Jair Bolsonaro. Ele foi preso em Ponta Grossa, onde mora, em janeiro de 2026 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo a decisão do ministro, Filipe Martins descumpriu medidas cautelares enquanto cumpria prisão domiciliar por ter sido condenado pela Primeira Turma do STF por participação em tentativa de golpe de estado e organização criminosa.
Uma das restrições que Filipe Martins deveria cumprir era a proibição do uso de redes sociais. Mas o STF identificou acessos e movimentações em seu perfil na rede social LinkedIn. Alexandre de Moraes entendeu que houve violação direta das medidas cautelares e determinou a prisão.



