Andradina
Araçatuba
Três Lagoas
Birigui
“Quem não estiver satisfeito, peça exoneração”: coordenador do transporte da saúde de Três Lagoas desafia servidores e causa revolta

“Quem não estiver satisfeito, peça exoneração”: coordenador do transporte da saúde de Três Lagoas desafia servidores e causa revolta

“Quem não estiver satisfeito, peça exoneração”: coordenador do transporte da saúde desafia servidores e causa revolta

Mesmo após denúncias publicadas pelo Jornal Raio X, que expuseram irregularidades e condutas questionáveis no setor de transporte da saúde da administração municipal, o coordenador responsável segue no cargo — agora protagonizando mais um episódio de desrespeito aos servidores públicos.
 

Segundo relatos de funcionários da pasta, o coordenador fixou uma carta na porta de sua sala, com recado direto a todos que trabalham no setor. O conteúdo é alarmante: fixou um modelo de pedido de exoneração com a seguinte frase no término do modelo, conforme anexado a reportagem.
 

“Se alguém estiver com a intenção, é a hora.”
 

A atitude gerou revolta entre os servidores, que consideram a nota uma tentativa explícita de intimidação, além de uma postura autoritária e antissindical, incompatível com qualquer ambiente de trabalho respeitável — ainda mais em uma repartição pública.
 

“É um total desrespeito com quem trabalha há anos aqui com dedicação. Ao invés de ouvir os funcionários e melhorar a gestão, ele parte para a ameaça velada. Isso é inaceitável”, disse, sob anonimato, um servidor do setor.
 

As denúncias anteriores já indicavam um clima tenso entre a equipe e o coordenador, incluindo relatos de assédio moral, perseguição e favorecimentos. A administração municipal, ao que tudo indica, mantém silêncio e inércia diante dos acontecimentos.
 

O que era esperado como uma abertura para o diálogo e apuração interna, se transformou em mais um episódio de provocação e intimidação por parte da chefia.
 

Diante da gravidade do episódio, a reportagem irá encaminhar o material — incluindo imagens da carta — ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que poderá tomar providências legais e exigir da prefeitura uma apuração rigorosa sobre a conduta do coordenador.
 

Segundo advogados consultados pela reportagem, a atitude do coordenador pode configurar assédio moral coletivo, violando princípios da administração pública como o respeito à dignidade do servidor e o dever de gestão participativa e respeitosa.
 

O servidor público municipal tem estabilidade e garantias justamente para evitar pressões como essa. Chefias que utilizam o cargo para ameaçar ou constranger seus subordinados extrapolam suas atribuições e colocam em risco o bom funcionamento da máquina pública.
 

Este caso é um alerta. O funcionalismo não pode ser tratado como um grupo de serviçais a serviço de vontades pessoais. O serviço público pertence à população — e o respeito ao servidor é o primeiro passo para garantir qualidade ao cidadão.
 

O Jornal Raio X continuará acompanhando o caso e cobrando providências das autoridades competentes.

 

 

FONTE: JORNAL RAIO X