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UPA de Três Lagoas fica sem brometo de ipratrópio e precisa recorrer a cidade de Água Clara

UPA de Três Lagoas fica sem brometo de ipratrópio e precisa recorrer a cidade de Água Clara

UPA de Três Lagoas fica sem brometo de ipratrópio e precisa recorrer a cidade menor: onde vamos parar?

Em meio a uma crescente demanda por atendimentos respiratórios, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Três Lagoas enfrentou uma situação alarmante: a falta do medicamento brometo de ipratrópio, essencial nas nebulizações de pacientes com asma, bronquite e outras doenças respiratórias. A ausência da medicação gerou apreensão entre os profissionais de saúde e expôs mais uma vez a fragilidade da gestão pública da saúde no município.

Segundo informações de médicos que atuam na UPA, foi necessário recorrer à cidade vizinha de Água Clara, que, mesmo com menor porte populacional e orçamentário, dispunha do medicamento em estoque e pôde ceder parte para suprir a emergência em Três Lagoas.

O brometo de ipratrópio é amplamente utilizado em pronto-socorros por seu efeito broncodilatador, fundamental para aliviar crises respiratórias. Sua falta compromete diretamente o atendimento e pode colocar vidas em risco, principalmente de crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas.

“É inadmissível uma cidade como Três Lagoas, com a arrecadação que tem, depender de um empréstimo de remédio de uma cidade menor. Isso demonstra o descaso e a má gestão dos recursos públicos”, afirmou um médico da unidade, sob condição de anonimato.

O episódio reacende o debate sobre a eficiência da administração da saúde pública municipal, que tem sido alvo frequente de críticas da população e de profissionais da área, faltando o básico nos postos e pronto atendimentos: medicamentos, insumos e estrutura.

A pergunta que fica é: onde iremos parar com essa gestão? Se falta um medicamento essencial como o brometo de ipratrópio, o que mais está em falta nas unidades de saúde da cidade? Quantos outros remédios estão sendo improvisados, quantos atendimentos estão sendo prejudicados?

O que se espera da administração pública é responsabilidade, planejamento e compromisso com a vida. O empréstimo de um medicamento essencial vindo de uma cidade menor é, acima de tudo, um retrato do abandono que Três Lagoas vive na área da saúde.

 

FONTE: JORNAL RAIO X