Como a eleição para o Senado permite que cada eleitor escolha dois candidatos, o resultado consolidado leva em conta a média proporcional entre o primeiro e o segundo voto. Nesse cenário sem Haddad, Simone Tebet aparece na liderança com índices que variam entre 16% e 22%.
Na sequência, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, registra entre 15% e 19% das intenções de voto, enquanto o secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite, aparece com percentuais entre 15% e 18%. Logo atrás surge o ex-ministro Ricardo Salles, com índices entre 12% e 14%.
Outros nomes também aparecem nas simulações, como o ex-governador Rodrigo Garcia, com 11% a 13%, e o coronel Ricardo Mello Araújo, que registra cerca de 11% das intenções de voto.
Quando Fernando Haddad é incluído no cenário, ele passa a liderar a disputa, com índices entre 22% e 24%. Nesse caso, Simone Tebet aparece em segundo lugar, com cerca de 16%, seguida por Marina Silva e Guilherme Derrite, ambos na faixa dos 15%.
A pesquisa também aponta grande indefinição do eleitorado em relação ao segundo voto ao Senado. Apenas 1% dos entrevistados disseram não saber em quem votar no primeiro voto, mas esse índice sobe para 22% quando se trata da segunda escolha. Já os que pretendem votar em branco ou anular passam de 2% no primeiro voto para 11% no segundo.
Somados, os dados indicam que mais de 30% do eleitorado ainda não definiu o segundo voto, mantendo a disputa pela segunda vaga aberta.
O levantamento também traçou o perfil dos entrevistados: 53% são mulheres e 47% homens. Em relação à escolaridade, 50% possuem ensino médio completo, 26% têm ensino superior e 24% estudaram até o ensino fundamental.
Quanto à renda, 39% declararam receber entre dois e cinco salários mínimos. Já na faixa etária, 47% têm entre 35 e 59 anos, 29% possuem 60 anos ou mais e 24% têm entre 16 e 34 anos.
João Maria Vicente, com informações do Correio do Estado
Foto – Agência Senado