Três psiquiatras pedem exoneração e agravam crise na saúde mental: responsabilidade recai sobre a secretária Juliana Salim
A saúde mental em Três Lagoas, que já enfrentava graves dificuldades, acaba de sofrer um duro golpe. Três médicos psiquiatras – Dr. Éder, Dra. Larissa e Dra. Jayde – pediram exoneração dos seus cargos na Prefeitura, deixando um vazio preocupante no atendimento à população.
A saída desses profissionais escancara a falta de valorização e de políticas efetivas por parte da Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Juliana Salim. Não se trata de um problema isolado: há meses, usuários do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e das unidades de saúde relatam demora no agendamento de consultas, sobrecarga no atendimento e ausência de programas de acompanhamento. Agora, sem três dos principais psiquiatras do município, o cenário tende a se agravar ainda mais.
Falta de ação da gestão
Enquanto pacientes e famílias enfrentam filas intermináveis e a dor silenciosa de transtornos mentais sem acompanhamento adequado, a Secretaria de Saúde pouco se moveu para manter esses profissionais. A perda simultânea de três psiquiatras revela não apenas descaso, mas também a incapacidade da gestão em oferecer condições de trabalho dignas e planos que incentivem a permanência desses especialistas.
A pergunta que fica é: quais medidas concretas a secretária Juliana Salim adotará para reverter esse quadro? O município não pode se dar ao luxo de negligenciar um setor tão delicado e essencial, principalmente diante do aumento de casos de depressão, ansiedade e outros transtornos, que já sobrecarregam a rede pública.
População desamparada
Sem psiquiatras suficientes, a fila de espera deve crescer ainda mais, e quem paga o preço é a população que depende exclusivamente do SUS. Em muitos casos, a demora no tratamento pode resultar em agravamento dos quadros clínicos, internações e até situações irreversíveis.
Três Lagoas precisa de respostas urgentes. A responsabilidade está nas mãos da secretária Juliana Salim, que precisa mostrar competência e compromisso real com a saúde mental da população, antes que a crise se torne ainda mais profunda e desumana.
FONTE: JORNAL RAIO X



