Secretaria de Saúde de Três Lagoas demonstra insegurança e transfere protagonismo para assessor

Secretaria de Saúde de Três Lagoas demonstra insegurança e transfere protagonismo para assessor

A Secretaria Municipal de Saúde de Três Lagoas, Juliana Salim, tem chamado a atenção não apenas pelos desafios que enfrenta na área da saúde pública, mas principalmente pela aparente falta de comando e direção clara. A secretária titular da pasta vem demonstrando insegurança nas decisões e, segundo servidores e observadores atentos da gestão, parece cada vez mais alheia às ações práticas do setor.



Um dos sinais mais visíveis dessa instabilidade administrativa é o crescente inchaço da máquina pública dentro da própria secretaria. Novos assessores e cargos comissionados têm sido nomeados com frequência, sem que isso se reflita em melhorias reais no atendimento ou na gestão dos serviços na tentativa clara de blindala. Ao contrário, a população segue enfrentando filas, falta de medicamentos e deficiências na atenção básica.

Além disso, é notável o protagonismo assumido pelo médico Henrique Lacerda, que aparece em praticamente todas as entrevistas e pronunciamentos públicos ao lado da secretária — muitas vezes respondendo por ela, explicando ações da pasta e detalhando projetos e decisões técnicas que, em tese, deveriam partir da própria gestora da saúde municipal.

Esse cenário levanta uma série de questionamentos: quem realmente está no comando da Secretaria de Saúde? Por que a secretária depende tanto da presença de um assessor para responder à imprensa e à população? A presença constante de Henrique Lacerda pode indicar uma tentativa da gestão de maquiar a fragilidade técnica da chefia da pasta.

Para especialistas em administração pública, esse tipo de movimentação enfraquece a imagem institucional da secretaria e compromete a credibilidade da gestão. "Quando um secretário não consegue se posicionar com firmeza, nem conduzir tecnicamente sua equipe, toda a estrutura sofre. E, nesse caso, quem paga o preço é o cidadão que precisa do serviço", analisa um servidor público que preferiu não se identificar.

Diante desse quadro, cresce a pressão para que o prefeito reveja a condução da saúde em Três Lagoas. Afinal, diante de tantos problemas enfrentados na rede pública, o mínimo que se espera é uma liderança segura, técnica e preparada.

A saúde de Três Lagoas pede socorro. E talvez, mais do que nunca, precise de gestão, e não apenas de aparências.

 

FONTE: JORNAL RAIO X