Operação “Nemesis” da Polícia Civil em Três Lagoas elucida série de homicídios na região

Operação “Nemesis” da Polícia Civil em Três Lagoas elucida série de homicídios na região

TRÊS LAGOAS (MS) – A Polícia Civil realizou na última terça feira (20), com início às 06h, a “Operação Nemesis” foi realizada pela Polícia Civil e contou com o apoio da Policia Militar, Polícia Federal, e apoio aéreo (GAP) de Campo Grande. Foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva e 3 mandados de internação de adolescente.

A ação foi chefiada pelo DR Rogério Fernando Makert Faria (Delegado Regional), e com a coordenação do Drº Ailton Pereira de Freitas.

A operação de deu após uma série de investigações sobre homicídios, ocorridos em Três Lagoas. Os levantamentos apontaram que quatro mortes ocorridas na cidade, entre dezembro de 2016 e maio de 2017, estavam relacionadas e o motivo seria uma rixa entre criminosos rivais.

De acordo com o SIG (Setor de Investigações Gerais) de Três Lagoas, o inicio para uma série de mortes foi um assassinato, ocorrido em dezembro de 2016. Nesse dia, os integrantes se desentenderam e, durante uma festa, houve uma troca de tiros e o indivíduo conhecido como “Fernandinho” foi atingido e morreu a caminho do Hospital.

Após a morte de Fernandinho, Leandro Correa Franco, conhecido como “Jacaré”, primo da vitima, decidiu se vingar do grupo rival. Logo, Leandro, vulgo “Jacaré”, uniu se a Rafael Gomes, vulgo “Fazenda”, passando a assassinar membros do grupo rival, além dos dois exercer a liderança deste grupo.

Foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva e 3 mandados de internação de adolescente.

A segunda morte foi um adolescente de 14 anos, morto a tiros, no dia 7 de maio de 2017, no bairro Jardim das Violetas.

A terceira, foi a vitima Paulo Vieira da Silva, conhecido como Paulinho, que foi encontrado às margens da BR-158, saída para Brasilândia, na noite de 8 de maio de 2017. A vitima foi levada para uma casa, torturado, morto e seu corpo desovado às margens da BR-158.

A próxima vitima foi Giovani, apelido Cuduro. De acordo com o delegado responsável pelo caso, “Cuduro” foi levado para o tribunal do crime, foi julgado, “condenado” e morto. Conforme o investigado, fotos do corpo de Giovani foram compartilhadas em grupos do WhatsApp, mas até hoje o cadáver não foi localizado.

Nesse contexto, todos os mandados expedidos pelo Poder judiciário de Três Lagoas foram cumpridos, tendo a Operação resultado de 100 % de aproveitamento.

O Delegado Regional reforça que a Polícia Civil esta trabalhando com objetivo de trazer segurança à população e busca esclarecer de maneira célere os crimes, mas sempre coligindo robusto material probatório para o procedimento policial.

Denúncias poderão ser realizadas através dos telefones 67-3929.1173 ou 67-3521.4984.