Fluxo confuso e falta de planejamento da Secretaria de Saúde expõem pacientes ortopédicos a transtornos desnecessários
A divulgação de novas orientações sobre o fluxo de atendimento ortopédico em pós-operatório reacendeu críticas sobre a organização.
Segundo a orientação, o paciente operado no HNSA deve procurar a USF com a guia de alta, onde será aberta uma solicitação no SISREG para “Consulta em Ortopedia Geral”. Já os retornos imediatos — quando previstos — ficam sob responsabilidade do próprio hospital, em razão de contrato com a Secretaria.
O problema é que, na prática, pacientes frequentemente não recebem informações claras no momento da alta, chegando às unidades sem saber se o retorno será no hospital ou via regulação. Profissionais relatam que muitos chegam angustiados, com dores e dúvidas, e são empurrados de um lugar para o outro.
“A responsabilidade fica jogada para a ponta, enquanto quem deveria organizar o processo permanece distante”, relata um trabalhador da rede, que prefere não se identificar.
Se a rede municipal só se movimenta após reclamações internas, como esperar que o usuário final tenha uma jornada de cuidado minimamente organizada?
A grande pergunta: onde está a gestão?
O assunto expõe um problema maior: a falta de integração e de comunicação eficaz dentro da própria Secretaria Municipal de Saúde.
Falta orientação clara no hospital;
Falta articulação com a Atenção Primária;
Falta alinhamento com a regulação;
E sobra para o paciente, que já está fragilizado, enfrentar burocracia, desencontro de informações e agendamentos que demoram semanas.
Um paciente recém-operado não deveria peregrinar entre hospital, USF e SISREG para descobrir quem é responsável pelo seu retorno. Esse é um direito básico e uma obrigação da gestão.
O que se vê, porém, é uma Secretaria que reage tardiamente, com medidas paliativas e comunicados internos que reconhecem, nas entrelinhas, que o fluxo não estava funcionando.
Em um momento em que tanto se fala em “humanização”, a impressão deixada é de que falta justamente humanidade no planejamento e no cuidado com quem mais precisa.
Quando a Secretaria Municipal de Saúde assumirá de fato sua responsabilidade e organizará um fluxo claro, eficiente e digno para pacientes ortopédicos?
Três Lagoas espera que a gestão pare de apagar incêndios e comece, finalmente, a trabalhar com prevenção, planejamento e respeito aos usuários.
Segundo a orientação, o paciente operado no HNSA deve procurar a USF com a guia de alta, onde será aberta uma solicitação no SISREG para “Consulta em Ortopedia Geral”. Já os retornos imediatos — quando previstos — ficam sob responsabilidade do próprio hospital, em razão de contrato com a Secretaria.
O problema é que, na prática, pacientes frequentemente não recebem informações claras no momento da alta, chegando às unidades sem saber se o retorno será no hospital ou via regulação. Profissionais relatam que muitos chegam angustiados, com dores e dúvidas, e são empurrados de um lugar para o outro.
“A responsabilidade fica jogada para a ponta, enquanto quem deveria organizar o processo permanece distante”, relata um trabalhador da rede, que prefere não se identificar.
Se a rede municipal só se movimenta após reclamações internas, como esperar que o usuário final tenha uma jornada de cuidado minimamente organizada?
A grande pergunta: onde está a gestão?
O assunto expõe um problema maior: a falta de integração e de comunicação eficaz dentro da própria Secretaria Municipal de Saúde.
Falta orientação clara no hospital;
Falta articulação com a Atenção Primária;
Falta alinhamento com a regulação;
E sobra para o paciente, que já está fragilizado, enfrentar burocracia, desencontro de informações e agendamentos que demoram semanas.
Um paciente recém-operado não deveria peregrinar entre hospital, USF e SISREG para descobrir quem é responsável pelo seu retorno. Esse é um direito básico e uma obrigação da gestão.
O que se vê, porém, é uma Secretaria que reage tardiamente, com medidas paliativas e comunicados internos que reconhecem, nas entrelinhas, que o fluxo não estava funcionando.
Em um momento em que tanto se fala em “humanização”, a impressão deixada é de que falta justamente humanidade no planejamento e no cuidado com quem mais precisa.
Quando a Secretaria Municipal de Saúde assumirá de fato sua responsabilidade e organizará um fluxo claro, eficiente e digno para pacientes ortopédicos?
Três Lagoas espera que a gestão pare de apagar incêndios e comece, finalmente, a trabalhar com prevenção, planejamento e respeito aos usuários.
FONTE: JORNAL RAIO X



