Andradina
Araçatuba
Três Lagoas
Birigui
Falta de copos descartáveis expõe descaso na saúde pública de Três Lagoas

Falta de copos descartáveis expõe descaso na saúde pública de Três Lagoas

Uma publicação nas redes sociais causou indignação entre os moradores de Três Lagoas nesta semana. Uma funcionária do Posto de Saúde da Vila Piloto fez um apelo público pedindo doações de copos descartáveis a vereadores do município. Segundo o relato, há cerca de 15 dias funcionários e pacientes estão sem copos para tomar água na unidade.


 

O pedido, que rapidamente ganhou repercussão, escancara mais uma vez os problemas de gestão e de planejamento na saúde pública municipal. Em um momento em que o município ostenta discursos de investimento e modernização do sistema de saúde, a falta de um item básico como copo descartável revela um descompasso gritante entre a propaganda e a realidade enfrentada pela população.
 

“É desumano. Nem água a gente consegue oferecer direito para os pacientes”, teria dito uma servidora, sob condição de anonimato, com receio de represálias.
 

Enquanto isso, a administração do prefeito Cassiano Maia e a secretaria de Saúde, sob comando de Juliana Salim, permanecem em silêncio sobre o caso. A população, por sua vez, questiona: como pode faltar o básico em uma unidade de saúde? Onde está a gestão dos recursos públicos?
 

A situação também levanta dúvidas sobre o controle de insumos e o planejamento logístico da Secretaria de Saúde. Se itens de baixo custo e alta necessidade, como copos, estão em falta por mais de duas semanas, o que isso revela sobre a capacidade administrativa da pasta?
 

Mais do que um problema pontual, o episódio da Vila Piloto simboliza o abandono e a falta de respeito com os servidores e com os cidadãos que dependem diariamente do serviço público de saúde. A população merece transparência, eficiência e dignidade — e não improviso e pedidos de ajuda em redes sociais.
 

Enquanto não houver resposta concreta e responsabilização, fica a sensação de que a saúde de Três Lagoas segue sendo tratada com descaso, e que, para ter acesso ao mínimo, o cidadão precisa contar com a boa vontade dos próprios trabalhadores — aqueles que, mesmo sem condições, seguem fazendo o possível para atender a população.

 

 

 

FONTE: JORNAL RAIO X