Falta de empatia e burocracia expõem fragilidade no atendimento público. A Assistência Social, além de lidar com políticas públicas de amparo a famílias em vulnerabilidade, é também palco para ações de forte apelo popular, como distribuição de cestas básicas, realização de eventos e programas sociais que têm impacto direto na imagem do governo. Não à toa, a pasta desperta tanto interesse político.
A recente exoneração da vice-prefeita Vera Helena da Secretaria de Assistência Social de Três Lagoas está longe de ser apenas uma mudança administrativa. Por trás do ato, há uma trama política que expõe a disputa de poder dentro da gestão Cassiano Maia e revela como a pasta, estratégica para a manutenção de influência e votos, se tornou alvo de manobras e interesses.
Vera Helena mantém histórica amizade e bom relacionamento com Ângelo Guerreiro e sua esposa Leide, hoje considerados adversários políticos de Cassiano Maia. Essa ligação, segundo fontes próximas à prefeitura, minou a confiança do atual prefeito em manter sob comando de um “aliado de Guerreiro” uma das secretarias mais sensíveis da administração.
A Assistência Social, além de lidar com políticas públicas de amparo a famílias em vulnerabilidade, é também palco para ações de forte apelo popular, como distribuição de cestas básicas, realização de eventos e programas sociais que têm impacto direto na imagem do governo. Não à toa, a pasta desperta tanto interesse político.
Nos bastidores, comenta-se que Bacalá , homem de confiança do prefeito, terá como objetivo a centralização dos recursos e das ações sociais , garantindo controle total sobre decisões que podem ter reflexo direto nas eleições futuras.
Outro ponto que circula nos corredores da política local é a possibilidade de Cassiano Maia entregar a pasta à própria primeira-dama. Apesar de, após as denúncias publicadas pelo jornal Raio-X, ela ter se afastado parcialmente das funções no dia a dia da prefeitura, por receber salário por meio do gabinete da senadora Tereza Cristina. A retomada de um cargo estratégico poderia recolocá-la no centro das articulações.
A saída de Vera Helena, portanto, não é apenas mais uma mudança de nomes no secretariado. É sintoma de uma disputa por poder e controle político, em um momento em que a base de apoio do prefeito se mostra cada vez mais fechada e desconfiada. Enquanto isso, a população, que depende das ações e programas da Assistência Social, assiste a mais um capítulo em que interesses eleitorais parecem se sobrepor ao interesse público.
(Jornal Raio X)



