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Em Três Lagoas pais de criança atropelada pedem ajuda para comprar cadeira de rodas

Em Três Lagoas pais de criança atropelada pedem ajuda para comprar cadeira de rodas

Menina ficou 13 dias internada e teve que amputar a perna esquerda após acidente em Três Lagoas

 

A rotina da pequena Melina Pereira, de 3 anos, está bem diferente depois de ser atropelada e perder a perna esquerda. O acidente ocorreu no bairro Vila Haro, em Três Lagoas, em 4 de março, e por 13 dias ela ficou internada em uma hospital, em Campo Grande. A criança recebeu alta no último fim de semana e se recupera em casa. A dificuldade para andar é grande e, por isso, os pais se mobilizam em uma “ação entre amigos” para comprar uma cadeira de rodas para a filha.

“Ela tem dificuldades para andar e para melhorar o dia a dia vamos comprar uma cadeira de rodas de uma pessoa que nos abençoou reduzindo o valor dela”, explicou a dona de casa e mãe da vítima, Rafaela Pereira. Ela disse que está vendendo uma galinhada para o dia 8 de abril, no valor de R$ 10.

O objetivo, segundo a dona de casa, é levantar fundos para pagar a cadeira que custa R$ 1,2 mil. Dessa forma, familiares e amigos buscam de todas as formas arrecadar o dinheiro e ajudar Melina. A criança deverá fazer exame de corpo de delito, nesta terça-feira (20) após solicitação da Polícia Civil.

Rafaela destaca que pretende também buscar por doação e adquirir uma prótese para a filha. A mãe relata que Melina não comenta sobre o acidente e que fica assustada quando ouve algum barulho de veículo. “Ela fica meio com receio, leva susto, acredito que é um reflexo do trauma do acidente”, declarou.

Entenda o caso

O acidente ocorreu quando a criança estava na frente da residência e foi atingida por um veículo. Melina foi arrastada e ficou prensada entre o muro. O motorista, segundo a Polícia Militar, estava alcoolizado, acabou preso em flagrante, mas pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado. No entanto, na mesma semana, a Justiça expediu mandado de prisão contra ele e, no momento, é considerado foragido pela polícia.

Com exclusividade, a reportagem conversou com o auxiliar de escritório Flávio Mendonça, de 23 anos, motorista que atropelou Melina. Ele contesta a informação de que estava embriagado e conta que não fez o teste de bafômetro, na ocasião, por receio de ser linchado pelos moradores, no local.

O condutor declarou que está abalado com a situação e que entrou em contato com a família. A defesa de Flávio ingressou com recurso na Justiça para revogar o pedido de prisão.

FONTE: JPNews
 
site: NoticiasCG