Denúncia grave: cestas básicas distribuídas pelo CRAS com a presença do prefeito de Três Lagoas teriam alimentos vencidos e até larvas

Denúncia grave: cestas básicas distribuídas pelo CRAS com a presença do prefeito de Três Lagoas teriam alimentos vencidos e até larvas

Saco de arroz recebido por morador durante entrega do CRAS estava estragado (Foto Divulgação)

Denúncia grave: cestas básicas distribuídas pelo CRAS com a presença do prefeito teriam alimentos vencidos e até larvas

Uma denúncia grave envolvendo a gestão do prefeito Cassiano Maia acendeu o alerta na área social de Três Lagoas. Moradores que receberam cestas básicas distribuídas pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) afirmam que os alimentos estavam vencidos, alguns em condições impróprias para consumo e, em casos ainda mais alarmantes, com presença de larvas.

Relatos feitos por beneficiários apontam que produtos como arroz, macarrão, farinha e outros itens essenciais apresentavam prazo de validade expirado, embalagens deterioradas e sinais claros de armazenamento inadequado. “Quando abrimos, vimos que estava estragado. Em um dos pacotes tinha até larva. Isso é humilhação”, relatou uma das pessoas atendidas, que prefere não se identificar por medo de represálias.

A situação causa indignação, sobretudo por se tratar de famílias em situação de vulnerabilidade social, que dependem da assistência pública para garantir o mínimo de dignidade alimentar. A distribuição de alimentos impróprios não é apenas um descaso administrativo, mas pode configurar risco à saúde pública, além de ferir princípios básicos da política de assistência social.

Especialistas alertam que a entrega de alimentos vencidos pode provocar intoxicações alimentares, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas — justamente o público prioritário do CRAS.

Até o momento, a Prefeitura de Três Lagoas e a Secretaria Municipal de Assistência Social não apresentaram explicações claras sobre a origem dessas cestas básicas, o controle de validade dos produtos, a fiscalização do armazenamento e quem são os responsáveis diretos pela distribuição.

A responsabilidade final, no entanto, recai sobre o prefeito Cassiano Maia, que responde politicamente pela gestão e pela forma como os programas sociais estão sendo conduzidos. A assistência social não pode ser tratada como favor, muito menos como depósito de alimentos descartáveis.

Diante da gravidade dos fatos, a população cobra apuração imediata, recolhimento das cestas irregulares, responsabilização dos envolvidos e transparência na compra e distribuição dos alimentos.

A dignidade das famílias carentes não pode ser violada. Cesta básica não é lixo, e pobreza não pode ser tratada com descaso.

 

 

 

 

FONTE: JORNAL RAIO X