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Crise na Saúde de Três Lagoas: saída de diretora expõe bastidores turbulentos na secretaria

Crise na Saúde de Três Lagoas: saída de diretora expõe bastidores turbulentos na secretaria

A já fragilizada estrutura da Secretaria Municipal de Saúde de Três Lagoas ganhou mais um capítulo de instabilidade nesta semana. Adeliza Abrami, atual diretora de Saúde Coletiva e ex-secretária de Saúde de Brasilândia, solicitou sua exoneração do cargo, alegando oficialmente “motivos pessoais”. No entanto, fontes ligadas ao setor afirmam que a decisão pode estar diretamente relacionada ao clima de desorganização e ao difícil convívio com a atual secretária municipal de Saúde, Juliana Salim.

Nos corredores da secretaria, o burburinho é intenso: servidores relatam insegurança na gestão, ausência de soluções efetivas para problemas crônicos e decisões administrativas confusas que emperram o funcionamento da pasta. O resultado é uma rede municipal de saúde cada vez mais sobrecarregada, com reclamações crescentes de pacientes e profissionais.

A saída de Adeliza, que acumulava experiência e trânsito político na área, reforça a percepção de que a secretaria enfrenta não apenas desafios técnicos, mas também um ambiente interno desgastante. “Muitos estão pedindo para sair, apesar de muitas contratações. O clima é pesado, falta diálogo e planejamento”, confidenciou um funcionário que pediu anonimato por medo de retaliações.

A gestão de Juliana Salim tem sido alvo de críticas desde o início do mandato, principalmente pela demora em resolver demandas urgentes. A perda de uma diretora estratégica, nesse contexto, acende um alerta ainda mais grave sobre a capacidade da atual administração de reverter o quadro.

Novos nomes para o cargo estão sendo analisados e alguns convites já foram recusados.
 
 
 
FONTE: JORNAL RAIO X