Ângelo Guerreiro retorna à Assembleia Legislativa com forte votação em Três Lagoas
Featured

Ângelo Guerreiro retorna à Assembleia Legislativa com forte votação em Três Lagoas

Eleições 2026

O ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro (PSDB), garantiu sua volta à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com a maioria de seus votos vindo do município que governou por oito anos.

Placa da Assembleia Legislativa no Palácio Guaicurus, em Campo Grande. Ângelo Guerreiro (PSDB) somou 37.703 votos na parcial deste domingo (4) e volta à Casa em 2027. Imagem de arquivo. Foto: Arquivo/A Crítica

De cada quatro votos que levaram Ângelo Guerreiro (PSDB) de volta à Assembleia Legislativa, quase três saíram de Três Lagoas, a cidade que ele governou por oito anos. O ex-prefeito somou 37.703 votos para deputado estadual neste domingo (4), com 99,93% das seções totalizadas pelo TSE, e 27.004 deles vieram do município.

A conta é do A Crítica, feita com os arquivos de votação por cidade publicados pelo TSE. Em Três Lagoas, Guerreiro ficou com 45,9% de todos os votos válidos para deputado estadual, quase um em cada dois eleitores da cidade. Ele também foi o mais votado em Água Clara, Selvíria e Inocência, e o segundo em Brasilândia, todas na região leste do Estado.

Fora dessa região, a votação cai. Em Campo Grande, foram 800 votos, o que o deixa na 72ª posição na Capital. Em Dourados, 385. Ainda assim, ele teve voto em 72 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e terminou a parcial como o oitavo candidato mais votado do Estado, entre 237 na disputa.

Placa da Assembleia Legislativa no Palácio Guaicurus, em Campo Grande. Ângelo Guerreiro (PSDB) somou 37.703 votos na parcial deste domingo (4) e volta à Casa em 2027. Imagem de arquivo. Foto: Arquivo/A Crítica

Três cadeiras para a federação, e Guerreiro com folga

Guerreiro disputou pela federação PSDB/Cidadania, que somou 194.809 votos e garantiu três das 24 vagas da Assembleia. O quociente eleitoral, número de votos que vale uma cadeira, ficou em 57.533 nesta parcial. A federação passou dele três vezes.

Pedro Caravina lidera a lista da federação, com 43.844 votos. Guerreiro vem em seguida, com 37.703, e Paulo Duarte fecha as três vagas, com 20 mil votos exatos. Silvio Pitu, com 18.391, é o primeiro suplente, a 1.609 votos de Paulo Duarte.

A vaga de Guerreiro não corre risco com as cinco seções que faltavam ser totalizadas. Ele tem 17.703 votos a mais que Paulo Duarte, e o TSE registrava apenas 1.478 eleitores aptos nessas seções. O resultado só se torna oficial com a totalização completa e a proclamação dos eleitos pelo TRE-MS.

A bancada tucana segue o desenho geral da nova Assembleia, em que o PL forma a maior bancada. A volta de Guerreiro entra na conta da renovação de oito das 24 cadeiras da Casa.

Um retorno, não uma estreia

Guerreiro já foi deputado estadual. Eleito em 2014, tomou posse em 2015 e deixou a Assembleia no fim de 2016, depois de vencer a eleição para prefeito de Três Lagoas.

Assumiu a prefeitura em 2017, foi reeleito em 2020 e ficou no cargo até o fim de 2024. Agora, aos 57 anos, volta ao Legislativo estadual depois de dois mandatos seguidos no Executivo municipal. O novo mandato começa em 2027.

Concorreu com o número 45055. Os votos dele aparecem como válidos no sistema de totalização do TSE.

Esta matéria foi feita com os dados públicos do TSE e com o material de redação recebido. Ninguém da campanha de Guerreiro foi ouvido para este texto.

ResultadoA votação de Ângelo Guerreiro (PSDB, 45055)
Votos37.703, ou 2,66% dos votos válidos para deputado estadual
Posição8º mais votado entre 237 candidatos em MS
Três Lagoas27.004 votos, 45,9% dos válidos da cidade e 71,6% da votação dele
FederaçãoPSDB/Cidadania elegeu 3 dos 24 deputados
EleitosCaravina (43.844), Ângelo Guerreiro (37.703) e Paulo Duarte (20.000)
1º suplenteSilvio Pitu (18.391), a 1.609 votos de Paulo Duarte
Apuração99,93% das seções totalizadas (7.101 de 7.106)
 
TSE, totalização das 19h15 de Brasília (18h15 em MS) deste domingo (4), com 99,93% das seções. Contas por município feitas pelo A Crítica com os arquivos do TSE.

O A Crítica dá espaço igual a todos os candidatos e partidos. A cobertura eleitoral segue critérios jornalísticos, sem vinculação a campanha.

 

 

FONTE: A CRÍTICA