Segundo policial militar de SP morre vítima de coronavírus

Segundo policial militar de SP morre vítima de coronavírus

Sargento Cleber Alves da Silva foi segunda vítima de coronavírus da PM paulista | Foto: arquivo pessoal

Sargento Cleber Alves da Silva tinha 44 anos e trabalhava no Copom, assim como a primeira vítima da Covid-19 na PM paulista, que morreu no dia 30 de março

O sargento Cleber Alves da Silva, 44 anos, do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), morreu neste sábado (11/4) vítima de coronavírus. Ele é o segundo policial militar na ativa a morrer por causa da Covid-19. A primeira vítima foi a sargento Magali Garcia, de 46 anos, morta no dia 30 de março. Ela também trabalhava no Copom. Segundo a Polícia Militar, o sargento Cleber estava internado desde o dia 30 no Hospital da Polícia Militar. Ele morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

O tenente-coronel Emerson Massera disse que o sargento Cleber estava na Polícia Militar havia 20 anos. Ele era casado e tinha três filhos. Massera afirmou que o estado de saúde do sargento era grave e que os colegas acompanhavam o caso dele, mas tinham uma grande esperança na recuperação do policial.

Depois que Magali e Cléber foram testados positivamente com Covid-19, a Polícia Militar gravou um vídeo contendo instruções internas para a tropa e dicas de precaução. O vídeo orienta a tropa a usar máscaras, lavar bem as mãos, limpar o ar condicionado das salas, fazer exames clínicos, se vacinar contra a gripe e até arrecadar alimentos para os mais necessitados. Um dia depois da morte de Magali, o Copom afastou pelo menos 20 policiais militares que apresentavam suspeitas de sintomas da doença.

Esse número, no entanto, já aumentou, mas a quantidade exata de PMs do departamento, já afastados, não foi informada. Nas redes sociais, amigos de Cleber, além de oficiais e praças da Polícia Militar, lamentaram a morte do sargento.

 

Em nota, a PM afirma que lamenta a morte do sargento e ressalta que “todo policial com suspeita ou diagnóstico da doença é imediatamente afastado das funções e acompanhado por profissionais da saúde”.

 

fonte: Ponte Org por Josmar Jozino