Reeducandos revitalizam "Pai Nosso Lar" em Adamantina

Reeducandos revitalizam "Pai Nosso Lar" em Adamantina

Reeducandos do Centro de Progressão Penitenciária de Pacaembu atuam na realização de melhorias no PAI Nosso Lar, por meio do Programa Via Rápida (Foto: Assessoria SAP). Reeducandos do Centro de Progressão Penitenciária de Pacaembu atuam na realização de melhorias no PAI Nosso Lar, por meio do Programa Via Rápida (Foto: Assessoria SAP).

Com mão de obra prisional,clínica psiquiátrica está recebendo pintura nas áreas interna e externa

Pela primeira vez, 50 reeducandos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Pacaembu se deslocam diariamente para outra cidade com uma nobre missão: revitalizar a clínica psiquiátrica “Polo de Atividades Integradas (PAI) Nosso Lar” de Adamantina.

O estabelecimento foi escolhido para a execução de aulas práticas do curso de pintura predial, pelo qual os apenados do regime semiaberto estão se profissionalizando. O local atende dependentes químicos em períodos de desintoxicação e internações por ordem judicial.

Além de beneficiar as instituições públicas, a ação auxilia a formação profissional dos reeducandos que participam do curso profissionalizante, composto por cinco aulas teóricas, realizadas na unidade prisional, e 15 aulas práticas desenvolvidas diretamente na clínica, abrangendo as áreas externa e interna. Nos mesmos moldes, a partir do dia 13 de novembro, outros 50 reeducandos estarão promovendo a pintura do Asilo Lar dos Velhos, também em Adamantina.

De acordo com Thiago Gonfiantini Junqueira, diretor geral do CPP, esta é uma maneira de fornecer qualificação com objetivo de reinserir os sentenciados ao convívio social de forma mais eficaz, auxiliando na recuperação destes. Junqueira lembra ainda que não é a primeira vez que o CPP contribui com mão de obra prisional para revitalização de instituições, tendo sido realizadas outras ações semelhantes em creches, escolas e asilos nos dois últimos anos.

Iniciado em 02 de outubro, com as aulas práticas, e previsto para ser encerrado no final deste mês, o trabalho não gerou custos para a instituição, nem mesmo para a prefeitura, uma vez que o material foi custeado pelo Programa Via Rápida do Governo do Estado de São Paulo, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI), em parceria com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) via Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania.

 

fonte: Croeste