PECUARISTA DE 81 ANOS MORRE APÓS SER PISOTEADO POR UM BOI EM PENÁPOLIS

PECUARISTA DE 81 ANOS MORRE APÓS SER PISOTEADO POR UM BOI EM PENÁPOLIS

Acidente ocorreu em uma propriedade rural no bairro Lajeado, em Penápolis

O ataque de um boi resultou numa tragédia em Penápolis (SP) no final da tarde de terça-feira (21), levando à morte o agropecuarista Luiz Monteiro, popularmente conhecido por Chicó, aos 81 anos. O acidente ocorreu pouco depois das 17h30, numa propriedade rural no bairro Lajeado.

 

O sítio fica às margens da rodovia Assis Chateaubriand (SP-425) entre Penápolis e Barbosa. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados a comparecer na propriedade, onde teria ocorrido um acidente com animal bovino.

 

Chegando ao local, a equipe soube que a vítima já tinha sido levada pelo Resgate do Corpo de Bombeiros ao pronto-socorro. Consta que a esposa teria presenciado todo o ataque do animal ao marido e deu detalhes.

 

ATAQUE

O boi - que seria da raça holandês - acabou rompendo a cerca de arame liso, no momento em que Monteiro foi tratar os animais, vindo para cima dele com cabeçadas e pisões pelo corpo. A mulher, com um pedaço de pau, tentou socorrer o marido, desejando afastar o bovino, mas sem sucesso. Após o animal se distanciar, ele foi encaminhado ao PS, não resistindo aos ferimentos e vindo a óbito.

 

O filho de Chicó é proprietário do sítio e o pai ajudava no cuidado diário com o gado. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Araçatuba para exame necroscópico e, em seguida, liberado aos familiares para velório e sepultamento. Um inquérito será instaurado pela Polícia Civil para apurar o caso.

 

PERSONAGEM

Monteiro ficou conhecido pelo apelido na década de 60 quando, participante do efervescente movimento teatral em Penápolis, encenou o “O Auto da Compadecida”, peça de 1955 de Ariano Suassuna, que virou filme em 2000. A obra retrata as aventuras de João Grilo e Chicó, dois nordestinos pobres que vivem de golpes para sobreviver.

 

Eles estão sempre enganando o povo de um pequeno vilarejo, inclusive o temido cangaceiro Severino de Aracaju, que os persegue pela região. Além disso, Monteiro era ex-funcionário do Sesc-SP (Serviço Social do Comércio), tendo passagem pela Prefeitura na gestão do ex-chefe do Executivo, Firmino Sampaio - 1998 a 2004 -, na Secretaria de Cultura e, posteriormente, na chefia de Gabinete.

(*) Colaborou Ivan Ambrósio

 

FONTE: 018NEWS