Vereador que tentou ter relação oral dentro do gabinete deverá ser cassado para restabelecer o respeito na Câmara Municipal de Andradina

Vereador que tentou ter relação oral dentro do gabinete deverá ser cassado para restabelecer o respeito na Câmara Municipal de Andradina

Fotos: Mário Gay partiu pra cima da cerimonialista Gilselene Zorzan dentro da Câmara Municipal; avô do ex-assessor KPM, o mecânico Luiz Pimenta, faleceu dia 27 de abril tentando fazer justiça pelo neto

Vereador que tentou ter relação oral dentro do gabinete deverá ser cassado para restabelecer o respeito na Câmara Municipal

 

Andradina - Já está em fase final a CEI - Comissão Especial de Inquérito da Câmara Municipal de Andradina, que apura as atrocidades cometidas pelo vereador Mário Gay (ex-PPS), dentro da Casa Legislativa. Compõem a Comissão Especial de Inquérito os vereadores José Augusto Rosa (MDB), Edgar Dourado (PSDB) e Cláudia Ribeiro (DEM).


Todos os fatos estão na justiça comum, no entanto os 14 vereadores restantes estão envergonhados com as verdadeiras baixarias, que acabou por comprometer todo o grupo. As baixarias começaram antes mesmo do vereador Mário Gay assumir a cadeira,no entanto o então presidente Silas Carlos Oliveira, preferiu não levar as queixas para apreciação do Plenário, dando assim “asas” a Mário Gay, para que prosseguisse cometendo atos ímprobos dentro do Legislativo, desmoralizando a Casa de Leis. 


Mário Gay pediu desligamento do PPS dia 22/12/2016, antes mesmo de assumir o cargo e passou a acusar o presidente do partido Osvaldo Ordones de falsificar sua assinatura. No entanto, após exames, a Policia Civil comprovou que de fato a assinatura é do vereador Mário Gay. A Justiça Eleitoral agiu com rapidez nos casos de troca de partido dos então vereadores do PT, Maria Nadir Cardoso Coelho e Wilson Bossolan, que foram afastados do cargo em apenas 60 dias, mas no caso Mário Gay, causa estranheza o tempo que se passou, uma vez comprovado que o próprio pediu sua desfiliação do PPS.


Trocou sete vezes de assessor e a primeira deles, Sra. Silvia, sofria constrangimento por parte do vereador, pois ela teria deixado seu antigo emprego para se dedicar a assessorá-lo, mas sofria ameaças de ser demitida diariamente, o que acabou ocorrendo em apenas dois meses. Já o assessor kPM (universitário de 23 anos), era assediado sexualmente onde tem áudios disponíveis no Grupo Legislativo (Facebook), onde Mário Gay queria ter relação oral com o rapaz dentro do gabinete e ainda pior, afirma no áudio que ia à Brasília com dinheiro público é claro, para se encontrar com um tal de “Fernando”, que conheceu pela internet. Esse caso está correndo em segredo de justiça, no entanto, a vítima passa por tratamento psicológico, mas a família luta por justiça.


Mário Gay agrediu a Cerimonialista Gilzelene Zorzan e ameaçou de morte três pessoas dentro da Câmara Municipal: Luciana Pimenta (professora) e os jornalistas Moises Eustaquio (Jornal Impacto) e Luana Carvalho (Jornal da Região), além de agredir atirando um celular num grupo de mulheres que cobravam decência dentro do Poder Legislativo. No vídeo, Mário Gay além de atirar o aparelho celular no grupo de mulheres, as chama de “gorda” e “ridícula”, cometendo assim injúria, crime contra a honra daquelas mulheres. 


A professora Luciana Pimenta foi ameaçada por Mário Gay na presença de quatorze vereadores, quando participava de uma reunião com os mesmos dentro da Câmara Municipal, em uma de suas batalhas em defesa do filho o ex-assessor KPM. Nesse dia, Mário Gay foi contido pelos vereadores Luiz Gustavo Marão (MDB) e Sergio Santaella (DEM), sendo levado a força para fora da sala de reuniões pelo vereador Márcio Makoto (PT).

As provas contra Mário Gay são irrefutáveis uma vez que os fatos estão nas redes sociais e em vários canais de televisão e resta bem pouco aos vereadores para colocar literalmente “ordem na casa”. Mário Gay levou o nome da Câmara Municipal pra lama e o nome de Andradina para os anais da vergonha nacional e caberá a justiça e aos demais vereadores, restabelecer tudo isso, ou pelo menos tentar restaurar a credibilidade da Câmara Municipal.

O presidente Raimundo Justino de Souza disse que a decisão cabe aos próprios vereadores, pois ele [Justino] não engavetará nenhuma denúncia, levará todas em votação do Plenário.