O Ministério Público do Estado de São Paulo ofereceu denúncia contra Vinícius Oliveira Coradin Alcântara, de 21 anos, pelo assassinato de Diogo Belentani, também de 21 anos. O crime aconteceu no dia 15 de Julho. O promotor Adelmo Pinho solicitou da Justiça que a prisão temporária seja convertida em prisão preventiva. O réu é filho do conhecido policial de Pereira Barreto, conhecido como Cabo Alcântara.
Na narrativa da promotoria, Vinícius deve ser condenado por homicídio doloso, ou seja, quando há a intenção de matar. E há agravantes. Segundo o MP, ele assassinou a vítima sem dar chance de defesa e ainda alterou o cenário do crime para confundir as investigações, com isso, ele deverá ser acusado de homicídio com qualificações.
Ainda de acordo com o promotor, o crime aconteceu por motivação passional. Segundo informações obtidas pela reportagem com exclusividade. A vítima e o acusado estavam numa festa na noite do crime e conversavam sobre mulheres, inclusive sobre uma mulher que ambos “ficavam”. De acordo com a narrativa da promotoria, a vítima e o acusado já haviam discutido anteriormente por conta desta mulher.
Naquela ocasião, defende o MP, após discutirem sobre a mulher em questão, Vinícius repentinamente pegou sua arma semiautomática e atirou contra a vítima que acabou indo a óbito. Na narrativa da promotoria, o acusado exigiu que todas as testemunhas afirmassem que Diogo havia cometido suicídio, chegando a alterar o cenário do crime para confundir as investigações.
Como testemunhas não concordaram com a história contada pelo réu, as investigações passaram a ser tratadas como homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar. Mas, durante as investigações, entendeu-se que Vinícius havia assassinado a vítima.
Com a denúncia da promotoria, o réu que já está preso em Penitenciária Militar, pois ele mesmo é Policial Militar, pode ter que continuar preso até o julgamento, já que o MP pediu sua prisão preventiva que, agora, será analisada pela Justiça.
O caso ganhou grande repercussão em Araçatuba e região. Em Pereira Barreto também chamou a atenção porque o réu já morou na cidade e é filho de um dos policiais mais conhecidos do município.
fonte: Fatos Regionais



