Um grande acordo pode garantir a permanência de Mário Gay na Câmara Municipal de Andradina. Ao menos é isso que vem articulando a base aliada como solução para não colocar em votação o pedido de abertura de CEI – Comissão Especial de Inquérito – contra o vereador.
O imbróglio vem sendo discutido faz tempo e diversas estratégias de “salvação” foram montadas para proteger o vereador e seu mandato. Isto porque, como se sabe, Mário Gay é o fiel da balança que equilibra a maioria para a Administração de Tamiko Inoue e há fortes negociações por parte do Poder Executivo para mantê-lo em seu cargo.
A atual estratégia envolveu, inclusive, o Presidente da Casa, vereador Silas Carlos que se reuniu com seus colegas no final da última semana a fim de pedir a todos que dessem uma última oportunidade ao colega. A reunião foi necessária porque diversos vereadores, alguns da base aliada, inclusive, demonstraram ter perdido a paciência com as atitudes de Mário Gay nos últimos meses.
Segundo apurou o Fatos Regionais, a preocupação do Presidente, que faz parte do grupo de Tamiko, é de que, caso seja colocada em pauta a denúncia, ela acabe sendo aprovada e a Câmara tenha de lidar com uma CEI contra Mário Gay. “Ele, além de tudo é instável e pode prejudicar o grupo todo durante uma investigação desse porte”, chegou a comentar o vereador Silas a pessoas próximas.
É ponto pacífico que praticamente nenhum vereador quer a permanência de Mário Gay na Câmara. A gota d’água aconteceu quando ele tentou agredir a mãe de seu ex-assessor nas dependências da Câmara Municipal. Este ato foi interpretado por diversos edis como total falta de respeito ao cargo. “Ele quebrou o decoro e provou que não reúne condições para ser vereador”, afirmou um vereador da base aliada.
Ainda assim, o grupo é mantido sob controle pelo grupo de Tamiko, na verdade quem controla o grupo é o ex-prefeito Jamil, e dificilmente votaria contra as determinações do Poder Executivo. Pelo menos até este momento. Por isso, o pedido de “mais uma chance” do presidente da Casa foi vista como uma espécie de trégua de Mário Gay.
O problema é que os denunciantes, tanto os vereadores de oposição, quanto a família do ex-assessor que o acusa de assédio, não parecem dispostos a darem mais uma chance ao vereador. O grupo promete estar presente na sessão desta segunda fazendo pressão para que a denúncia seja colocada em votação. A mãe do ex-assessor chegou a ameaçar encaminhar a situação para o Ministério Público, pois o Regimento Interno da Câmara determina que denúncias sejam colocadas em pauta para deliberação dos vereadores.
fonte: Fatos Regionais



