PREFEITURA ERRA NO CONTRATO
COM A AGÊNCIA DE PUBLICIDADE
• Editorial escrito por Antônio José do Carmo – jornalista e diretor do Jornal Noroeste Rural Multimídia.
A Prefeitura de Andradina pode se gabar de mais uma grande economia. O gasto com a imprensa este ano foi praticamente zero.
Mas, não utilizou a mídia local para campanhas de grande importância como combate à Covid. Em pleno pico da pandemia, as prefeituras devem desenvolver campanhas publicitárias melhor elaboradas, contextualizadas. Existem agências de propaganda para isso. Os anúncios devem ser direcionados para o público daquela cidade, com citação de locais e o uso de linguagem regional adequada.
Mas o prefeito quis economizar 20% e contratar diretamente as empresas jornalísticas. O que seria compreensível e elogiável. Não deu certo. O Tribunal de Contas negou provimento ao recurso de defesa da Prefeitura e proibiu esse tipo de contratação.
A ciência tem suas técnicas já estudadas para propagação das campanhas. Tanto assim que o Governo Bolsonaro resistiu, mas acabou abrindo mão para as campanhas de combate ao cononavírus, hoje divulgadas em toda grande mídia nacional. Como sempre foi.
Demagogias à parte, a Prefeitura de Andradina não foi eficiente na condução do processo de substituição da Agencia Noroeste de Comunicação ( que nada tem a ver com minha empresa Noroeste Multimídia ) pelo sistema de credenciamento dos veículos de comunicação. E faltou alguém oficializar o pedido e a vontade política do prefeito.
E nem foi porque o Tribunal de Contas apreciou como impróprio o credenciamento da mídia, mas porque a Prefeitura sequer rompeu com o contrato que vinha sendo mantido com a Agência de Publicidade e que ainda estava em vigência. E qual foi o motivo? Nenhum que se tenha conhecimento. A Noroeste é uma empresa idônea.
A Noroeste está sim em vários municípios da região. Mas isso não tem privilégios ou preferências nenhuma. Os processos em que a Agência foi vitoriosa é porque apresentou a melhor proposta, e se não teve muita concorrência é porque nesse mercado os “picaretas” não entram, devido a exigência burocrática para o credenciamento.
Dessa forma a Agência recorreu e certamente vai ganhar o direito de receber pelo lucro cessante unilateralmente pela Prefeitura de Andradina, quando a empresa ainda estava credenciada, por força do contrato.
A considerar que o orçamento previsto é de R$ 5 milhões, o município já economizou pelo menos R$ 2,5 milhões. Mas também tirou esse valor do limite de gastos que Mário deverá ter no último ano de sua gestão. Quando precisar de dinheiro para mostrar o que fez vai ter, mas pela legislação não poderá gastar porque a Lei limita o gasto na média dos anos anteriores.
Os cofres estão cheio mas o prefeito Mário Celso não cumpriu nesse setor, o que tanto prometeu que era a utilização dos recursos de mídia sem privilégios e distribuindo melhor, com gastos em campanhas impessoais, de interesse público em todos veículos de imprensa, obedecendo sua capacidade de acesso e credibilidade junto ao público.
Esta também é uma forma de preservar a cultura, fortalecer a democracia, gerar emprego e renda.
É preciso chegar ao público com informações que vão muito além de mostrar o que está sendo feito, mas de usar a mídia para promover a unidade municipal da população em temas de grande relevância, como a vacinação, campanhas de coleta seletiva de lixo, limpeza de terrenos, negociação de impostos....e muito mais...



