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Polêmica: “Logo cedo meu filho perguntava se a tia vai bater na boca”, afirma pai de menino agredido em creche   de Pereira Barreto

Polêmica: “Logo cedo meu filho perguntava se a tia vai bater na boca”, afirma pai de menino agredido em creche de Pereira Barreto

Um pai que quer justiça. Foi isso que a reportagem do Fatos Regionais notou ao entrevistar o pai do menino que foi vítima de uma suposta agressão numa creche em Pereira Barreto. Ele esteve na Redação e conversou diretamente com a equipe do Portal e concedeu uma entrevista exclusiva e falou sobre o assunto. Confira

FR: Obrigado por aceitar falar com nossa equipe nesse momento delicado.

AD: Boa noite, eu que agradeço pelo espaço cedido a nós em vosso jornal.

FR: Você denunciou que seu filho foi agredido pela mãe de outra aluna dentro de uma creche municipal. Explique pra gente, como foi a agressão?

AD: A agressora, ao buscar sua filha na creche, viu que meu filho havia mordido o braço da filha dela. Ela perguntou quem fez e, brutalmente, entrou na sala de aula e desferiu um tapa na boca dele.

FR: Como você ficou sabendo da agressão? Quando aconteceu a agressão?

AD: Costumo buscar meu filho as 11h40min. Chegando lá, a professora estava com ele no colo totalmente assustado e ele veio me falando: “Papai, a tia bateu na minha boca”. Daí a professora me contou da agressão que havia acontecido por volta das 11h10min.

FR: O que você fez ao saber da agressão?

AD: Ficamos sem chão. Em primeiro momento fomos para delegacia da mulher pra fazer boletim de ocorrência. Depois fomos na Secretaria de Educação. A gente queria saber qual seria a atitude que eles iriam tomar a respeito do fato ocorrido uma vez que estávamos desesperados e sem saber o que fazer.

FR: A Secretária de Educação conversou com você sobre o caso?

AD: Sim, fomos lá na tarde do dia 24. Eles disseram que tinha que ouvir a outra parte e não tomaram nenhuma atitude a respeito, pois a agressora continuou a levar a filha dela na creche como se nada tivesse acontecido. A única preocupação da Secretaria era de não expor o fato ocorrido em redes sociais e jornais, pois queriam preservar a imagem da instituição.

FR: O que a Secretária de Educação afirmou que faria?

AD: Somente afirmou que iria pedir mais atenção da professora e da estagiária que ficam na sala para que isso não ocorresse novamente.

FR: Você afirma em sua postagem que a Secretaria está tentando abafar o caso porque o marido da suposta agressora seria “jornalista”. O homem ameaçou a Prefeitura?

AD: Sim, pois no dia seguinte ao acontecido no dia 25, meu filho não quis ir pra creche com medo da tia que bateu na boca. Fui até a Secretaria pra perguntar qual atitude eles tinham tomado pra afastar a agressora da creche de perto do meu filho. Eles disseram que conversaram com ela, sendo que a mesma não faria novamente, além de afirmar que o tal jornalista tinha mandado áudio pro prefeito reclamando da atitude do meu filho, e assim o prefeito chamou a secretária de educação pra conversar. Enfim, a todo momento a Secretaria frisava que ele é o “fulano tal”, ele é “jornalista, querendo por medo em mim pela posição do marido da agressora.

FR: Quem te disse que o marido da suposta agressora é jornalista?

AD: Quase todos conhecem a pessoa na cidade.

FR: Você pretende processar o município se nada for feito em relação ao caso?

AD: Esperamos resolver da melhor forma possível, amigavelmente, de forma que meu filho se sinta em total segurança ao adentrar a creche.

FR: Como está seu filho após a agressão?

AD: Nos dias após a agressão ele ficou com bastante medo. Ele ficou 03 dias sem ir à creche com medo. Acordava cedo e já lembrava do fato: “A tia vai bater na boca, papai?”. Agora passado duas semanas, ele voltou para a creche e está se recuperando do susto.

FR: O que funcionários e diretores da creche falaram sobre o caso?

AD: Quando cheguei na creche pra buscá-lo, a professora estava tremendamente assustadas e a coordenadora não se encontrava, pois estava de licença. Mas ligaram pra ela, que foi para creche pra ver o que havia acontecido.

FR: Você pode nos dizer o nome da suposta agressora?

AD: Prefiro não citar o nome da agressora.

FR: Agradecemos a entrevista.

AD: Mais uma vez agradeço a atenção à minha família disposta. Acrescento que irei até o fim para não deixar abafar o caso e não terei medo de quem quer que seja que queira nos intimidar.

Fonte: Fatos Regionais