Polícia Civil de Lavínia prende mulher por tráfico de drogas envolvendo hotel

Polícia Civil de Lavínia prende mulher por tráfico de drogas envolvendo hotel

Nilva Cristina Tercariol recebeu voz de prisão por associação ao tráfico de drogas e outros crimes desta natureza; mulher segue presa em Tupi Paulista
 

Mulher é presa em Lavínia por tráfico de drogas envolvendo hotel

Nilva Cristina Tercariol recrutava mulheres que se hospedavam de graça em seu hotel para vender drogas e ter acesso a penitenciárias da região.

O trabalho de investigação da Polícia Civil de Lavínia, em coordenação conjunta dos delegados Thiago Barroca e Talita N. Araújo, mirou em um esquema de tráfico de drogas que acontecia na ‘cara dura’ na cidade, a cerca de 70 km de Araçatuba.

Na manhã desta quarta-feira, 15, por volta das 11h20, Nilva Cristina Tercariol, 57 anos, foi presa em casa. Ela é apontada por chefiar uma associação criminosa que praticava tráfico de drogas em Lavínia. A prisão é um desdobramento da Operação Hospedagem, que investiga desde o segundo semestre do ano passado ações criminosas de um grupo de mulheres – em sua maioria – que não apenas comandava o tráfico de drogas na cidade, mas também recrutava mulheres para o crime.

Serviço de hotel e drogas
A reportagem apurou que a investigação começou em Lavínia após denúncias de que um hotel, localizado no centro da cidade, servia de QG do esquema. Segundo as investigações, Nilva, que é proprietária do local, alugava os quartos para os hóspedes, que em sua maioria era população flutuante que chegava na cidade para visitar os presos.

A dona da pousada teria começado então a recrutar mulheres para que entrassem nas penitenciárias com as drogas. O trabalho da polícia revelou que a investigada percebeu que poderia se valer desse tipo de hospedagem para lucrar, e em algumas situações oferecia o serviço de hotel de graça em troca dos ‘serviços’ de tráfico, que englobava não apenas mulheres, mas usuários da cidade, que faziam a venda e chegavam a levar drogas para os hóspedes. Pessoas treinadas pela dona do hotel tentavam entrar com os entorpecentes nas unidades prisionais.

 

Folha da Região/Sampi acompanhou na época a deflagração desta operação, que reuniu mais de 70 agentes, entre policiais civis e militares. Em outubro, Nílvia, o alvo da operação, assim como outras mulheres que participavam do esquema e do principal fornecedor das drogas, foram presos. Destes, apenas Nílvia, foi solta após pagar fiança. Naquela fase da operação, ela foi presa porque na casa em que a polícia cumpriu o mandado de busca e apreensão, foram encontradas três armas. No caso de uma delas foi possível identificar o proprietário, Salvador Cazuo Matsunaka, prefeito de Lavínia. Todos os envolvidos apontados pela investigação, continuaram presos. Nílvia conseguiu a liberdade após pagar fiança e responderia o processo em liberdade.

A situação mudou, nesta quarta-feira, oito meses depois, quando a Justiça da 1ª Vara de Mirandópolis decretou a prisão preventiva da investigada. Ela recebeu voz de prisão em casa por tráfico, associação ao tráfico e extorsão. Acompanhada por sua advogada, a mulher não quis conversar com a imprensa.

A dona do hotel passou pelo IML e após prestar depoimento acompanhada de sua advogada, seguiu para Tupi Paulista onde permanece à disposição da Justiça na penitenciária feminina da cidade.

 

Prefeitura
A reportagem da Folha da Região/Sampi procurou a prefeitura de Lavínia para tentar entender o reflexo deste caso que envolve o nome do prefeito. Por telefone, o setor jurídico disse que não iria se pronunciar.

 
FONTE: FOLHA DA REGIÃO