A mãe do ex-assessor do vereador Mário Gay entrou com representação junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo contra a Câmara Municipal de Andradina. Luciana Alcântara Pimenta quer saber a razão pelo qual o Poder Legislativo não deu andamento à sua denúncia contra o vereador do PPS.
Na representação, Luciana solicita ajuda da Promotoria para que a Câmara Municipal seja obrigada a colocar em pauta as denúncias que foram apresentadas contra Mário Gay. Ao menos três denúncias contra o vereador pedem que a Casa de Leis abra uma CEI – Comissão Especial de Inquérito – para avaliar o comportamento dele.
Na representação, a mãe do ex-assessor explica ao Ministério Público todos os detalhes dos acontecimentos, citando que Mário Gay está sendo processado por seu filho, devido aos constantes assédios moral e sexual que ele vinha sofrendo enquanto era assessor parlamentar do vereador. Ela também apresenta Boletins de Ocorrências registrados contra Mário devido a supostamente ele ter agredido duas mulheres dentro da Câmara Municipal.
Com a entrada da Promotoria na história, a situação de Mário pode mudar completamente de figura. Isso porque, até o momento o vereador, que é da base aliada da prefeita Tamiko Inoue (PC do B), vem sendo protegido por seus colegas. O Ministério Público, ao contrário, deve tomar providências logo após o recesso do Poder Judiciário, no início do ano.
A partir de agora, é possível que haja diversos desdobramentos. Segundo o Fatos Regionais ouviu de advogados, o MP pode enviar recomendação à Câmara para que coloque em votação a denúncia contra Mário Gay, mas também pode denunciar a Mesa Diretora do ano de 2017 por prevaricação. É possível, inclusive, que a Promotoria opte por denunciar o próprio Mário, pedindo seu afastamento.
De todo modo, os desdobramentos dessa novela acabam de ganhar novos contornos e o final parece cada vez mais distante.
fonte: Fatos Regionais



