Gastos com viagens de vereadores podem superar meio milhão de mil reais em Andradina em 2017

Gastos com viagens de vereadores podem superar meio milhão de mil reais em Andradina em 2017

E os gastos com viagens de todos os vereadores e assessores alcançaram até o dia 31 passado, exatos R$313.992,75 em valores empenhados com as chamadas diárias e R$16.846,66 com as despesas de passagens e locomoção.

Andradina

Da Redação 

 

O volume de dinheiro público investido com diárias para custear as viagens dos vereadores e dos agentes políticos e públicos tem chamado a atenção dos andradinenses. Muitos têm questionado, pelas ruas e principalmente pelas nas redes sociais, o gasto excessivo em tempos de crise econômica.

A pauta – diárias de viagens – é bastante polêmica, uma vez que do ponto de vista dos contribuintes, o benefício da atividade parlamentar é bastante negativo e sob à ótica dos políticos, tais despesas eticamente são aceitáveis em especial.

Em Andradina o duodécimo mensal – montante do repasse mensal dos cofres públicos municipais para manter o Poder Legislativo – pode representar no final de 2017 despesas para o funcionamento da Câmara Municipal o valor de R$6.349.000,00. Recursos financeiros que representam 3,38% de toda dotação orçamentária do Município. Já os valores fixados para despesas com diárias para suportar os gastos com as viagens de vereadores para o ano legislativo de 2017 é de R$406.000,00. E, os valores fixados para despesas com passagens e locomoção é de R$117.000,00. Desta forma os gastos com viagens de vereadores pode superar a ordem de meio milhão de mil reais em Andradina em 2017

A redação do O Jornal da Região fez uma pesquisa para levantamento de dados a partir das informações do Portal da Transparência da Câmara Municipal de Andradina que revela que os gastos com viagens de todos os vereadores alcançaram até o dia 31 de agosto exatos R$313.992,75 em valores empenhados com as chamadas diárias e R$16.846,66 com as despesas de passagens e locomoção.

Durante o levantamento foi possível identificar que as justificativas para a utilização  dos recursos no relatório de atividades parlamentares são bastante genéricas. Uma vez que as diárias é um dinheiro ressarcitório em casos de gastos para o exercício do cargo, a exigência da prestação de contas de forma mais explícita e eficaz deveria ser melhor observada, fato que não foi possível verificar. As viagens são quase que sempre para São Paulo e Brasília

Seguindo a tendência, reflexo da indignação popular e da pressão dos Tribunais de Contas, diversos municípios brasileiros tem diminuído drasticamente as despesas com viagens de vereadores. Em abril passado, a Câmara Municipal de Ilha Solteira seguindo o exemplo aprovou um projeto de resolução reduzindo os valores das diárias de viagens – alimentação, hospedagem e combustível – e as despesas de passagem e locomoção.

 

Protestos e questionamentos

 

Do mesmo modo que os cidadãos tem questionado o pagamento das despesas com viagens dos agentes políticos pelos cofres públicos, alguns vereadores se voltarão contra a reportagem e ao papel e obrigação da imprensa informar aos seus leitores sobre o que está sendo feito com o dinheiro dos contribuintes.

Se esquecem aqueles “representantes do povo” que reclamam quando a imprensa cobra dos agentes políticos condutas eticamente aceitáveis e dentro do senso moral da sociedade, que na administração pública não há e nem pode haver liberdade nem vontades pessoais. Se esquecem os então agentes políticos de que em enquanto na administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza.

Mais que isso, se esquecem os políticos em geral que nem tudo que é legal é moral, ou eticamente aceitável dentro do senso comum de justiça.

fonte: JR