Nos 130 anos de Cora e Moura Andrade C70 cria logomarca para comemorar a data
Ela não nasceu Cora e muito menos ele tinha Moura no nome, mas se reinventaram e venceram a eles e ao mundo onde viveram. A logomarca foi inspirada na tentativa de incorporar o perfil dos andradinenses aos números da data.
Andradina: Foi em 22 de dezembro e 20 de agosto de 1889 que dois importantes ícones da história do Brasil e de Andradina resolveram se materializar no planeta Terra e começar a galgar, cada um a seu modo e livre escolha os caminhos que, mais do que passaram pela nossa cidade, a transformaram de maneira indelével e poética.
Para comemorarmos os 130 anos do nascimento desses dois admiráveis andradinenses resolvemos criar uma logomarca que tivesse o perfil dos andradinenses e ao mesmo tempo convidasse a todos para incorpora-las e espalha-las .
O Desafio
Criar um logotipo simples que incorpore todo o entusiasmo local e orgulho da nossa cidade. Ajudar a representar, através dos rostos (nossos, e) dos nossos representados, o momento que estará acontecendo na cidade, mas sem esquecer o seu passado histórico. Mas o mais importante é que o logotipo deveria ser facilmente reproduzido e utilizado em diferentes contextos e marcas.
Depois de muito quebrar a cabeça resolvemos que a logo deveria ser inspirada no perfil dos andradinenses que foram incorporados aos números da data.

A História
Antônio Joaquim de Moura Andrade
Segundo a Wikipédia, “Antônio Joaquim de Moura Andrade (Brotas, 22 de dezembro de 1889[1] — São Paulo, 8 de fevereiro de 1962) foi um empresário, fazendeiro e pecuarista brasileiro, fundador de Andradina e de Nova Andradina.
Na verdade seu nome era Antônio Joaquim de Andrade, o "Moura" era o sobrenome de seu sócio, a quem muito estimava por isso agregou ao seu próprio nome. Filho de Joaquim Teodoro de Andrade e Maria Júlia das Dores Andrade, nasceu em família pobre num lugarejo chamado Varjão. Teve seis irmãs e um irmão, entre eles, Octávio Moura Andrade, fundador de Águas de São Pedro. Era pai do senador Auro Soares de Moura Andrade.
Fundador de cidades e empresário, criou o Frigorifico Mouran além de inúmeras outras empresas. Começou a vida como escriturário, foi comprador de grãos, comerciante de café e, de 1930 a 1960, o maior pecuarista do Brasil, o que lhe valeu a alcunha de "rei do gado".
Quando visitava uma de suas fazendas na cidade de Bebedouro (São Paulo), visitava a Santa Casa de Misericórdia para fazer doações. Ele doou uma valiosa tela para o acervo do MASP, em sua inauguração.
Foi homenageado na música Rei do Gado, de autoria de Teddy Vieira. A música foi regravada por diversos cantores famoso do gênero da música caipira, como Tião Carreiro & Pardinho e Tonico & Tinoco.

Cora Coralina
Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985), foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),[1] quando já tinha quase 76 anos de idade.[2][3]
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que adotou o pseudônimo de Cora Coralina, era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de dona Jacyntha Luiza do Couto Brandão. Ela nasceu e foi criada às margens do Rio Vermelho. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa (Goiás).
Começou a escrever os seus primeiros textos aos 14 anos, publicando-os posteriormente nos jornais da cidade de Goiânia, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário "Folha do Sul" da cidade goiana de Bela Vista e nos periódicos de outros rincões, assim como a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, que começou a ser editada a 15 de julho de 1917. Apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com a Mestra Silvina (Mestre-Escola Silvina Ermelinda Xavier de Brito (1835 - 1920)). Conforme Assis Brasil, na sua antologia "A Poesia Goiana no Século XX" (Rio de Janeiro: IMAGO Editora, 1997, página 66), "a mais recuada indicação que se tem de sua vida literária data de 1907, através do semanário 'A Rosa', dirigido por ela própria e mais Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana." Todavia, constam trabalhos seus nos periódicos goianos antes dessa data. É o caso da crônica "A Tua Volta", dedicada 'Ao Luiz do Couto, o querido poeta gentil das mulheres goianas', estampada no referido semanário "Folha do Sul", da cidade de Bela Vista, ano 2, n. 64, p. 1, 10 de maio de 1906. No jornal Tribuna Espírita - Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1905.
Ao tempo em que publica essa crônica, ou um pouco antes, Cora Coralina começa a frequentar as tertúlias do "Clube Literário Goiano", situado em um dos salões do sobrado de dona Virgínia da Luz Vieira. Que lhe inspira o poema evocativo "Velho Sobrado". Quando começa então a redigir para o jornal literário "A Rosa" (1907). Publicou, nessa fase, em 1910, o conto Tragédia na Roça.
Em 1911, foi para o estado de São Paulo com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, que exercia o cargo de Chefe de Polícia, equivalente ao de secretário da Segurança, do governo do presidente Urbano Coelho de Gouvêa - 1909 - 1912, onde viveu durante 45 anos, inicialmente no município de Jaboticabal onde nasceram seus seis filhos: Paraguaçu, Eneas, Cantídio, Jacyntha, Ísis e Vicência. Ísis e Eneas morreram logo depois de nascer. Em 1924, mudou para São Paulo. Ao chegar à capital, teve de permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade.
Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a Praça do Patriarca. Seu filho Cantídio participou da Revolução Constitucionalista de 1932.
Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco.
Mudou-se em seguida para Andradina, cidade que atualmente, mantém uma casa da cultura com seu nome, em homenagem. Em 1956, retorna a Goiás.
Ao completar 50 anos, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nessa fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.
Cora Coralina faleceu em Goiânia, aos 95 anos, de pneumonia.
A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.”


Começo do uso da logomarca
A logomarca deverá começar a ser usadas em 2019 e fará parte de uma sequência de promoções em datas comemorativas e em empresas parceiras.
Fotos: Os modelos da logomarca e as formas como ela poderá ser usada em 2019.
Marcos Aurélio - Jornalista



