Câmara de Andradina não coloca CEI de Mário Gay para votação

Câmara de Andradina não coloca CEI de Mário Gay para votação

A Câmara Municipal de Andradina novamente não colocou em votação a denúncia e pedido de abertura de CEI – Comissão Especial de Inquérito – contra o vereador Mário Gay. Esta é a terceira sessão consecutiva em que a denúncia fica de fora da pauta.

A sessão ordinária que aconteceu na noite desta segunda, 16, foi marcada por expectativa, uma vez que ninguém sabeia ao certo o que o presidente da Casa faria sobre o tema. O vereador Silas Carlos, que comanda o Legislativo de Andradina, optou por novamente não colocar em pauta o requerimento que solicita a abertura de CEI contra o vereador.

 

Esta é uma estratégia criada pela base aliada para blindar o colega. Embora filiado ao PPS, Mário Gay compõe a base governista e vem sendo protegido por seus colegas. Segundo informações obtidas pela reportagem, a orientação para proteger o vereador partiu diretamente do Poder Executivo que considera de vital importância manter Mário dentro da Câmara.

“O Jamil considera o Mário estratégico. Se ele sair, o suplente certamente vai para a oposição e a Administração pode perder o controle da Câmara neste momento”, afirmou uma fonte ligada à Prefeitura Municipal. O Fatos Regionais apurou que o ex-prefeito e, atual assessor da prefeitura e pré-candidato a Deputado Estadual, Jamil Ono, é quem negocia diretamente com os vereadores para não votarem a CEI contra Mário Gay.

A oposição demonstrou bastante incômodo com a situação. Segundo ela, não é mais possível ignorar o que vem acontecendo. “Está insustentável isso, o Mário Gay não reúne condições para ficar como vereador sem que seja investigado, são muitas denúncias”, afirmou um vereador que pediu para não ser investigado.

Investigações

Mário Gay responde na Justiça por diversas denúncias de crime. O principal, seu ex-assessor o acusa diretamente de assédio sexual e moral enquanto ambos trabalhavam juntos. Além disso, o vereador também é processado por tentativa de agressão a duas mulheres, em ocasiões diferentes, nas dependências da Câmara Municipal.

O caso está na promotoria que pode, inclusive, pedir o afastamento de Mário Gay, caso os vereadores não votem a denúncia.

fonte: Fatos Regionais