Polícia prende líderes de facção que comandavam o tráfico na Cracolândia

Na operação, foram detidas 53 pessoas e apreendidas drogas e armas de fogo

A operação deflagrada pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, para sufocar o tráfico de drogas na região da Nova Luz, terminou com 53 pessoas detidas neste domingo (21). Com a ação, o tráfico da forma que vinha sendo praticado, com um escalão de uma facção criminosa comandando a distribuição de drogas no local, foi eliminado do quadrilátero principal da área.

Na tarde desta segunda-feira (22), o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, compareceu ao Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) para parabenizar os policiais que comandaram a ação.

“Estou aqui para parabenizar as nossas forças, a Polícia Civil e a Militar, pelo excelente trabalho que foi feito na data de ontem. Um trabalho extremamente bem planejado, que fez com que tivéssemos uma operação bem sucedida, sem nenhum dano colateral grave em relação à integridade física de qualquer um dos envolvidos, sejam os usuários de entorpecentes, os traficantes ou os policiais que participaram da ação”, ressaltou Mágino.

O balanço da ação foi apresentado pelo diretor do Denarc, Ruy Ferraz Fontes. Dos 53 detidos, 48 eram traficantes, dois foram presos pela Polícia Militar por roubarem uma padaria e três são adolescentes que foram apreendidos também por tráfico.

“O objetivo principal era atingir o escalão, os atacadistas – que vinham abaixo do escalão que administrava a distribuição de drogas na região – e os varejistas [que faziam a venda das drogas nas barracas]”, explicou o delegado. Segundo ele, 80% dos presos faz parte de uma facção criminosa e dois deles eram os líderes do tráfico no local.

O diretor do Denarc detalhou, ainda, que as investigações começaram em outubro, um mês após outra operação realizada no local, e contaram com a participação de um policial civil infiltrado, que filmou os varejistas por cerca de 30 dias agindo dentro de suas barracas.

Além das prisões, foram apreendidos 12,3 quilos de crack, 6,5 kg de maconha, 655 gramas de cocaína, 6g de haxixe, 18g de ecstasy, dois micropontos de LSD, 2 kg de lança-perfume, além de R$ 49.611,35, dois revólveres e três pistolas. Parte das drogas estava armazenada em dois hotéis da região.

O delegado Ruy esclareceu que já há mais pessoas identificadas e outras fotografadas. As investigações prosseguem para localizar os demais suspeitos, entre eles um ex-militar do Exército que desempenhava o papel de “segurança” no local, ou seja, era como um sniper pronto para atirar caso a polícia se aproximasse do “fluxo” – o ponto onde foram instaladas as barracas.

“Vamos combater com toda a firmeza que demanda a situação”, disse o diretor do Denarc. “Nós atacamos os traficantes, que foram presos, e aqueles que ainda não foram presos, serão. Essa é a nossa tarefa”, completou.

Policiamento reforçado

Ao todo, participaram 976 agentes, sendo 480 policiais civis do Denarc, Decap (GOE), Demacro (Garra), Deic (Garra/GER) e helicóptero Pelicano (SAT) e 496 policiais militares do patrulhamento da área e dos batalhões do Comando de Choque (CPChq), além do helicóptero Águia (GRPAe).

O policiamento na Cracolândia e entorno ganhou um reforço de 80 policiais militares, além dos 120 que já atuam na área. O efetivo de reforço veio do Caep (Companhia de Ações Especiais de Polícia) e do Choque – Cavalaria e Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam).

Segundo o comandante-geral da PM, coronel Nivaldo Cesar Restivo, o reforço é para “manter as condições de estabilidade alcançadas ao final da operação”.

O secretário da Segurança comentou sobre a importância dessa intensificação no policiamento. “É visível que o policiamento está intensificado”, falou. “O reforço, tanto da PM quanto Guarda Civil em toda a área, visa exatamente estabilizar a região e fazer com que aquele espaço conhecido como Cracolândia, o fluxo especificamente, fique livre do tráfico”.

Mágino comentou, ainda, que o cenário mudou no quadrilátero principal da Cracolândia. “Onde havia uma situação que se agravava, hoje a gente enxerga uma situação completamente diferente”, disse.

Também participou da apresentação do balanço o delegado que coordenou a operação, Carlos Batista, que é titular da 6ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) do Denarc.

fonte: SSP

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