Planilha mostra que PCC reservou R$ 150 mil para matar PM e agentes

PCC planejou mortes de agentes e policiais do Estado de São Paulo

Uma planilha encontrada no computador de um membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) mostra que a facção criminosa reservou R$ 150 mil para uma operação que visava matar policiais e agentes penitenciários de São Paulo.

Do total deste valor, pouco mais de R$ 133 mil já tinham sido gastos no monitoramento da rotina de um policial militar e dois carcereiros do sistema penitenciário paulista.
“É possível perceber os altos gastos com telefones, celulares, viagens, hospedagem, aquisição de veículos e de equipamentos de informática, tudo para pôr em prática e executar a tal ‘sintonia da inteligência'”, afirma em denúncia oferecida à Justiça o promotor Lincoln Gakiya.


A intenção dos criminosos era simular latrocínios — roubos seguidos de morte — durante o assassinato das vítimas. Com a prisão dos suspeitos pela polícia, o plano foi interrompido antes de ser posto em prática.
Durante o planejamento, os suspeitos usaram “técnicas de inteligência” para escolher e levantar informações sobre os alvos.
Reportagem veiculada pelo “Jornal da Band”, em abril deste ano, mostrou que um dos suspeitos chegou a fazer um curso de detetive particular. Ele instalou câmeras em frente às casas de prováveis vítimas. Também havia fotos desse mesmo suspeito posando com armas em mãos.
No computador apreendido, a polícia encontrou fotos, mapas e informações sobre os alvos do PCC. Os criminosos sabiam inclusive que um deles estava em processo de divórcio da companheira.
Métodos próprios de ‘inteligência policial’ também foram aplicados pelo PCC na preparação dos três assassinatos de servidores do sistema penitenciário federal, de acordo com investigações da PF:
Em 2 de setembro de 2016, o agente do presídio federal de Catanduvas (PR) Alex Belarmino Almeida Silva morreu ao ser atingido por 23 tiros de pistola 9 milímetros na cidade de Cascavel (PR).

fonte: ASPs de Cristo

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