NOTA DE REPÚDIO À REPORTAGEM DA FOLHA DE S. PAULO E DO PORTAL UOL

A DEFENDA PM repudia veementemente o teor da reportagem publicada hoje, 16 de junho, pelo jornal Folha de S. Paulo e reproduzida no portal UOL (“7 em cada 10 policiais mortos em SP estavam fora de serviço, aponta estudo”). Sem questionar a pesquisa do Instituto Sou da Paz – porque a ela não teve acesso – a Defenda-PM considera lamentável a argumentação em torno do tema, induzindo a várias interpretações, nenhuma delas condizente com a complexidade do trabalho policial-militar ou com a melhoria da Segurança Pública de modo geral.

A Folha parece esquecer da diferença abissal entre um policial militar e um cidadão comum. Enquanto estes se armam pelos mais diversos motivos, sempre particulares, diga-se de passagem, aqueles armam-se para proteger a sociedade que lhes paga soldo irrisório, mesmo que isso resulte no sacrifício da própria vida.

A Folha também esquece de mencionar as centenas de policiais militares que são assassinados pelo simples fato de serem policiais militares. Ou os que morrem porque, mesmo de folga, intercedem em defesa do cidadão ou do patrimônio alheio motivados unicamente pelo sentimento que os levou às escolas preparatórias, ou seja, defender e proteger os indefesos.

É de um primor lamentável a comparação de que a PM paulista “matou” 440 pessoas em 2016 enquanto a polícia da rainha Elizabeth matou apenas quatro. Em primeiro lugar, a PM não “matou” pessoas mas sim agiu em defesa da sociedade paulista. Em 2016 foram mais de 2 milhões de atendimentos, 122.000 prisões de criminosos; dentre estes milhares de casos, 440 infratores reagiram e foram mortos em defesa da vida dos policiais militares, de seus familiares ou de cidadãos que os policiais sequer conheciam.

Além disso, com base na absurda comparação realizada, quantos policiais do Reino Unido morreram nas mãos de out of law? Por aqui, perdemos meia centena por ano, em média. No Brasil todo, a soma beira os 500 por ano. Quantos criminosos são presos no Reino Unido e libertados na semana seguinte, no dia seguinte ou no mesmo dia como é comum acontecer em terras brasileiras?

Ao final da leitura, sente-se que a Folha de S. Paulo e o portal UOL têm a nítida intenção de convencer seus leitores de que os policiais militares não recebem treinamento adequado e não devem andar armados em suas folgas. Mais: policiais militares só devem interferir quando estiverem em serviço, mesmo que isso implique em deixar que um assassino mate mais uma pessoa. Em que país vivem os que concluem nesse sentido? Na mesma Inglaterra citada? Na Suíça? Na Suécia?

Vá dizer ao padre que ele não deve dar a extrema-unção em seu sono da madrugada; vá dizer ao médico que ele não deve correr de volta para o centro cirúrgico assim que acabou de tirar a roupa suja de sangue de outra cirurgia; vá a Folha de S. Paulo dizer aos seus repórteres que eles não devem reportar uma notícia porque estão fora do horário de trabalho.

“O policial fora de serviço nada mais é que um cidadão com uma arma na mão”, afirma Ivan Marques, diretor-executivo do Instituto Sou da Paz. Não é, não! A Democracia – e, por extensão, a Sociedade – acabarão no dia em que um policial militar pensar desta maneira. E aí, então, estará literalmente instalado o caos.

fonte: Defenda PM

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