Mentiram para o Sistema Prisional! Assim foi o desfecho de Brasília

VAI E VEM ENTRE COMPROMISSOS E MENTIRAS GERA CONFLITO NA CÂMARA E SESSÃO É ENCERRADA SEM INCLUSÃO DE AGENTES PRISIONAIS NAS REGRAS ESPECIAIS DE APOSENTADORIA

O presidente do colegiado, deputado Carlos Marun (PMDB-MS) escudeiro fidedigno de Eduardo Cunha, disse na madrugada desta quinta-feira (4) que os trabalhos só serão retomados na semana que vem e que agora cabe ao parlamento votar ou não uma possível emenda que inclua os agentes prisionais nas regras especiais de aposentadoria aos 55 anos de idade.

Ao notar que o destaque a favor dos agentes poderia ser aprovado, principalmente após o PSDB contrariar a base e votar pelos agentes prisionais, o presidente da Comissão Deputado Marum agiu rapidamente em uma manobra suspendendo a sessão. Ao retornar o PSDB reconsiderou seu voto e seguiu a orientação da base governista, assim o Deputado Arnaldo Faria de Sá que propôs a emenda retirou-a alegando que sem os votos do PSDB seria inviável atingir os votos numéricos necessários.

Assim pelo texto do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), os agentes penitenciários ficariam incluídos nas regras gerais dos servidores, com idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Contrariando a expectativa média de vida deles que é de 52 anos.

Isso gerou muita revolta nos agentes em vigília que aguardavam do lado de fora da plenária da comissão acabaram invadindo a sessão.
“Não temos condição de continuar a votação nesta quinta. Vou pedir para a segurança ser reforçada porque os deputados não têm condição de votar uma matéria coagidos. Vai ficar para a semana que vem”, declarou o Deputado Carlos Marum – PMDB-MS.

Houve tumulto e a polícia legislativa outrora beneficiada pelos deputados justamente nesse mesmo tema, usou spray de pimenta para conter manifestantes.

A categoria havia sido incluída no parecer pelo relator, mas ele acabou recuando e os retirou do relatório. Assim, a ideia dos deputados defensores da inclusão dos agentes penitenciários era tentar reintroduzir a categoria no benefício por meio de uma emenda.

A sensação vivida pelos agentes foi de descaso e engano, já que o governo havia acordado pela inclusão, o vai e vem foi ingrediente certo para que esse tumultuo ocorresse, a incitação partiu do próprio governo ao não cumprir sua palavra.

Durante a sessão foi sugerido pelo presidente que caso o Deputado Arnaldo Faria de Sá retirasse a emenda tanto a base do governo quanto o presidente da comissão fariam um esforço para que o destaque fosse aprovado em plenária, porém mediante a essa falta de compromisso com a palavra empregado pelos mesmos deputados que propunham a sugestão não haveria garantias seguras de que o acordo fosse cumprido.

Os agentes estão reunidos durante essa semana em várias assembleias, a mobilização será grande e a previsão é de que o sistema prisional brasileiro pare.

“Não podemos cruzar os braços. Temos que mostrar nossa força, merecemos respeito, somos dignos de respeito, é hora de deixar diferenças de lado e nos unir em um propósito comum” disse Antonio Pereira presidente do Sindespe.

Mesmo assim, fica aqui o registro dos bravos guerreiros, que não se acomodaram, que abriram mão do conforto, da folga, do bico, para dedicar a lutar e lutar com bravura, com honra, com propósito e daqueles que não podendo ir apoiaram por meio de mensagens e manifestações pessoais de reconhecimento.

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